Dagomir Marquezi

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Hoje eu realmente entendo porque o E.T. queria tanto ir para casa.

Um tempo atrás eu já tinha lido a notícia sobre a criação do Partido pelos Animais em Portugal. Mas hoje eu encontrei um texto muito interessante no site da Anda que vem de encontro com o que eu tenho me questionado nos últimos tempos: o que, afinal, se pode fazer para transformar esse bendito mundo em um lugar mais habitável  e aprazível.

Eu sei que a mudança do mundo começa na mudança da nossa vida, mas sinceramente ações coletivas (e minimamente harmônicas) precisam começar a acontecer de forma mais contundente. A proteção animal tem destaque em vários países, como França, Itália, EUA, inclusive existindo programas de televisão que mostram a ação da polícia no combate aos maus tratos contra animais. É claro que nesses países também existem crimes, mas pelo menos existe um poder público que assume as suas responsabilidades.

Aqui no Brasil a gente precisa fazer uma petição online, pedindo para que as leis sejam cumpridas e que as punições contra as pessoas que mal tratam animais sejam realmente efetivadas.  Tem sentido isso? Parece que os representantes da lei (que são pessoas que são pagas com o nosso dinheiro através da infinidade de impostos que são cobrados nesse país) esquecem que as penas são instrumentos educativos, que dão limite e propiciam que a pessoa sinta e reflita sobre o erro cometido, e que precisam ser aplicadas quando as outras instâncias de educação falharam. Será que essas pessoas tem interesse que se tenha um povo realmente educado?

Sem educação, informação vai ser impossível se ter uma sociedade minimamente civilizada.

Sinceramente, não sou o E.T. mas quero voltar para a casa dele.

PPA: uma luz na escuridão (por  Dagomir Marquezi)

Eu vivi com intensidade os anos do regime militar no Brasil. Me arrisquei com uma parte da minha geração para que o meu país tivesse a liberdade de escolher seus caminhos, suas opções, suas alternativas.

Pois em nenhum momento daquela época difícil o ambiente político brasileiro foi tão sufocante quanto agora, 2009 para 2010. Qualquer forma de criatividade foi abolida. Vivemos uma espécie de ditadura voluntária onde ter imaginação é um crime. Um país do tamanho do Brasil não cria nada em matéria de política. Só repete o passado, eternamente.

Por isso mesmo é um alívio saber que os portugueses estão criando o Partido Pelos Animais. 9.500 assinaturas foram recolhidas, duas mil a mais do que o necessário. Apoios estão chegando de vários segmentos da sociedade lusitana, incluindo uma mensagem do Dalai Lama. Seu manifesto abandona fórmulas emboloradas por uma visão realmente revolucionária de ação política. A ideia é melhorar os humanos através do modo como tratamos os animais.

É difícil que um partido como o PPA consiga um dia o poder central, por exemplo. Mas ele existe para dar uma visão realmente alternativa, para os portugueses e para o resto do mundo. Na nossa insuportável mesmice, temos muito o que aprender com eles.

Para conhecer os detalhes do Partido Para os Animais e ler seu manifesto, acesse em www.partidopelosanimais.com .

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SEMINÁRIO DE DIREITOS DOS ANIMAIS: TEORIA E PRÁTICA

Data: 1º e 2 de dezembro de 2009

Horário: das 14h00 às 22h00

Local: Auditório da Casa de Cultura Japonesa

Endereço: Avenida Professor Lineu Prestes, 159 – Cidade Universitária – Butantã

Informações e inscrições: lei@usp.br

Tels.: (11) 3091-2441/ 3091-3584

Realização: Laboratório de Estudos sobre a Intolerância (LEI) – USP

ENTRADA FRANCA

*Distribuição de certificados aos interessados

PROGRAMAÇÃO

1º de dezembro de 2009

  • 14h00 às 16h00

Ecologia de estradas no Brasil

Giordano Ciocheti – graduado em ciências biológicas pela UFSCar, mestre em ecologia pela USP.

Aves silvestres e cativeiro

Soraya Lysenko – graduada em ciências sociais pela USP, diretora financeira da Associação Bichos da Mata.

Problemas de animais silvestres em cativeiro doméstico irregular e programa de reintrodução do Ibama/SP

Vincent Kurt Lo – graduado em ciências biológicas pela USP, analista ambiental do Ibama/SP.

  • 16h00 às 17h30

Sem rodeios: aspectos históricos, sociológicos e jurídicos da prática

Carlos Bedin Cipro – graduado em direito pela PUC/SP, advogado.

Ação judicial em defesa dos tubarões: uma luta pela vida e contra a crueldade

Cristiano Pacheco – graduado em direito pela ULBRA, diretor do IJA e advogado da Sea Shepherd Brasil.

  • 17h30

Coffee break  vegano

  • 18h00

Exibição do documentário Sharkwater, de Rob Stewart.

  • 20h00 às 22h00

A grande imprensa e os animais

Silvana Andrade – jornalista, diretora editorial da ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais)

Um dia enjaulado no Zoo de Bauru

Dagomir Marquezi – graduado em jornalismo pela FAAP, jornalista e escritor.


2 de dezembro de 2009

  • 14h00 às 16h00

O impulso da automação – Racionalismo e controle na relação entre os humanos e os outros animais no pós-guerra

Frederico Santos Soares de Freitas – graduado em história pela USP, mestrando em história social pela USP.

O tanku, o pet e o ciborgue: uma perspectiva antropológica da relação humano-animal e dos direitos animais

Guilherme Antunes – graduado em ciências sociais pela Unesp, mestrando em antropologia social pela UFSCar.

A importância das ações estudantis na quebra do paradigma científico baseado no uso de animais

Róber Bachinski – graduando em ciências biológicas pela UFRGS.

  • 16h00 às 18h00

Direitos Animais: um novo paradigma na educação

Leon Denis Moreira Filho – graduado em filosofia e história, professor da rede pública de ensino.

Repensando as fronteiras entre o humano e o não-humano através da antropologia

Mayra Vergotti Ferrigno – graduada em ciências sociais pela Unicamp, mestranda em antropologia social pela Unicamp.

A superação do paradigma antropocêntrico no direito

Marcius Porto – graduado em direito pela Univap, juiz de direito do estado de São Paulo.

  • 18h00

Coffee break vegano.

  • 19h00 às 21h00

Novos caminhos para a fundamentação legal da objeção de consciência à experimentação animal

Daniel Braga Lourenço – graduado em direito pela PUC/RJ, professor de direito da UFRRJ.

Direitos animais: desdobramentos das pregas morais

Sônia T. Felipe – doutora em teoria política e filosofia moral pela Universidade de Konstag (Alemanha), pós-doutora em bioética e ética animal pela Universidade de Lisboa.

fonte: Lobo Repórter

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