Ontem, mais uma vez, ouvi a história de uma pessoa que, não pela primeira vez, compra uma poodle e, em menos de dois meses, passou-a adiante.
O problema: a cachorrinha não aprendia a fazer as necessidades no lugar certo.
Irritante, porque a pessoa foi advertida antes de fazer a compra, e quando se falou em adoção, veio a resposta: “prefiro um cachorro com mais estilo”.
E assim caminha a humanidade…
O fato é que ter cachorro está na moda.
Segundo o portal MSN Mulher, os brasileiros consumiram cerca de US$ 546 milhões em serviços como banho e tosa, e US$ 272 milhões em produtos veterinários de higiene e embelezamento. Os alimentos respondem por 75% do faturamento do setor, totalizando um valor aproximado de US$ 3 bilhões.
Mas afinal, porque muitas pessoas pessoas ainda preferem comprar um animal em um criador de fundo de quintal do que adotar um animal?
Bichos como mercadoria:
A relação que a maioria das pessoas tem com algo (ou no caso alguém) que se compra é uma relação de consumo, e na história que eu contei se deu da seguinte maneira: Comprei, usei, não gostei, passei adiante.
O compromisso afetivo é substituido por uma relação de mercado que coisifica, no caso, os animais, e a responsabilidade fica atrelada ao negócio de compra e venda. As necessidades daquele ser vivo que será inserido num novo contexo e os sentimentos envolvidos ficam, na melhor das hipóteses, em segundo plano. Esse um dos motivos pelos quais se vê tantos cães de raça abandonados, esperando por um lar.
Enfim, vivemos na era do compro logo existo.
Status:
Tem pessoas que AINDA são preconceituosas em relação aos cães SRD (sem raça definida), ou ainda há aquelas que valorizam mais o pedigree do que o próprio cão, pois consideram que isso seja chique (triste, né?)
Eu não tenho nada contra cães de raça, aliás adoro todos os cães, sem distinção de cor, raça e origem. Existem raças, por exemplo, que são excelentes para desenvolver trabalhos importantes de resgate, guia…
O importante em relação aos cães de raça é que eles seja criados por pessoas idôneas, que façam todos os testes e cuidem realmente da saúde dos seus cães, não os transformando em fábricas de filhotes. Certamente, trabalhando de maneira séria, fica inviável vender filhotes por R$200,00 R$ 300,00 reais como se vê nas pet shops.
Se quiserem entender melhor sobre os fatores implicados nas criações de cães de raça, clique aqui e assista o documentário Os Segredos do Pedigree.
Adoção, um ato de amor e consciência
Ainda segundo o Portal MSN Mulher, na capital paulista, existem cerca de 1,5 milhões de cães - um cão para cada sete habitantes - e 230 mil gatos - 1 para cada 46 pessoas. Do total, estima-se que apenas 20% sejam domiciliados. Ou seja, 1.200.000 cães e 184.000 gatos vivem sem um lar.
Dos 24 mil animais que chegam até o CCZ de São Paulo anualmente, apenas 1,5 mil são adotados e acredita-se que 19 mil sejam sacrificados por ano, por diversos motivos.
A adoção é um opção que depende da capacidade de amar e não da condição de comprar. Adotar é transformar a vida do adotante, do adotado e também do mundo que nos cerca, valorizando a relação e o vínculo construído no cotidiano.
Clique aqui e leia algumas histórias felizes de adoção.






















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