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Ontem, mais uma vez, ouvi a história de uma pessoa que, não pela primeira vez, compra uma poodle e, em menos de dois meses, passou-a adiante.

O problema: a cachorrinha não aprendia a fazer as necessidades no lugar certo.

Irritante, porque a pessoa foi advertida antes de fazer a compra, e quando se falou em adoção, veio  a resposta: “prefiro um cachorro com mais estilo”.

E assim caminha a humanidade…

O fato é que ter cachorro está na moda.

Segundo o portal MSN Mulher,  os brasileiros consumiram cerca de US$ 546 milhões em serviços como banho e tosa, e US$ 272 milhões em produtos veterinários de higiene e embelezamento. Os alimentos respondem por 75% do faturamento do setor, totalizando um valor aproximado de US$ 3 bilhões.

Mas afinal, porque muitas pessoas pessoas ainda preferem comprar um animal em um criador de fundo de quintal do que adotar um animal?

Bichos como mercadoria:

A relação que a maioria das pessoas tem com algo (ou no caso alguém) que se compra é uma relação de consumo, e na história que eu contei se deu da seguinte maneira: Comprei, usei, não gostei, passei adiante.

O compromisso afetivo é substituido por uma relação de mercado que coisifica, no caso, os animais, e a responsabilidade fica atrelada ao negócio de compra e venda. As necessidades daquele ser vivo que será inserido num novo contexo e os sentimentos envolvidos ficam, na melhor das hipóteses, em segundo plano. Esse  um dos motivos pelos quais se vê tantos cães de raça abandonados, esperando por um lar.

Enfim, vivemos na era do compro logo existo.

Status:

Tem pessoas que AINDA são preconceituosas em relação aos cães SRD (sem raça definida), ou ainda há aquelas que valorizam mais o pedigree do que o próprio cão, pois consideram que isso seja chique (triste, né?)

Eu não tenho nada contra cães de raça, aliás adoro todos os cães, sem distinção de cor, raça e origem. Existem raças, por exemplo, que são excelentes para desenvolver trabalhos importantes de resgate, guia…

O importante em relação aos cães de raça é que eles seja criados por pessoas idôneas, que façam todos os testes e cuidem realmente da saúde dos seus cães, não os transformando em fábricas de filhotes. Certamente, trabalhando de maneira séria, fica inviável vender filhotes por R$200,00 R$ 300,00 reais como se vê nas pet shops.

Se quiserem entender melhor sobre os fatores implicados nas criações de cães de raça, clique aqui e assista o documentário Os Segredos do Pedigree.

Adoção, um ato de amor e consciência

Ainda segundo o Portal MSN Mulher,   na capital paulista, existem cerca de 1,5 milhões de cães - um cão  para cada sete habitantes - e 230 mil gatos - 1 para cada 46 pessoas. Do total, estima-se que apenas 20% sejam domiciliados. Ou seja, 1.200.000 cães e 184.000 gatos vivem sem um lar.

Dos 24 mil animais que chegam até o CCZ de São Paulo anualmente, apenas 1,5 mil são adotados e acredita-se que 19 mil sejam sacrificados por ano, por diversos motivos.

A adoção é um opção que depende da capacidade de amar e não da condição de comprar. Adotar é transformar a vida do adotante, do adotado e também do mundo que nos cerca, valorizando a relação e o vínculo construído no cotidiano.

Clique aqui e leia algumas histórias felizes de adoção.

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Recebi  da querida Fernanda  Melonio o link para esse texto publicado no Guia Vegano . Achei o texto excelente, aborda vários aspectos que devem ser considerados antes da decisão de ter uma ninhada. A vida é feita de fatos e não de fantasias. A nossa fantasia de hoje não deve ser o pesadelo dos cachorros de amanhã, né?

“Todo mundo que tem uma fêmea pensa em cruzá-la ao menos uma vez. Ter uma ninhada parece coisa legal ­ mas cuidar de uma ninhada não é tão legal quanto parece. Criar cães envolve muito mais trabalho e responsabilidade do que as pessoas estão dispostas a ter. Antes de cruzar sua cadela, aqui alguns pontos importantes a considerar:

  • Será que todos os filhotes encontrarão lares bons e permanentes? Estatísticas dos Estados Unidos falam que a cada hora nascem cerca de 2500 filhotes e 450 seres humanos. Portanto desde o nascimento, só um em cada quatro filhotes terá chances de encontrar um bom lar. Encontrar um lar permanente é ainda mais difícil somente um em cada 10 cães permanecem com seus donos originais por toda a sua vida. Cinco trocarão de dono antes de completar um ano de vida. E o saldo terminará em abrigos, abandonados ou indesejados. Mesmo que seu cão seja um cão de raça caro, seus filhotes estão sujeitos às mesmas estatísticas. Milhões de cães serão sacrificados anualmente em instituições ao redor do mundo já que não há lares suficientes para abrigá-los. Há tantos animais abandonados hoje em grandes cidades, que os legisladores já pensam em coibir ou limitar drasticamente a criação de cães.
  • Suas responsabilidades como criador/doador: você é pessoalmente responsável por cada filhote pelo resto de suas vidas. Sua responsabilidade não cessa no ato da venda/doação do filhote­ é bem aí que essa responsabilidade começa! Você é que vai ter que saber exatamente onde esses filhotes estarão daqui a seis meses, um ano ou cinco anos, e saber se os mesmos estão recebendo a atenção necessária. Você será responsável por todos os filhotes não vendidos/não doados e receber de volta aqueles que serão devolvidos após terem crescidos e seus donos não mais os quererem. Como somente um em cada 10 filhotes ficará com seu dono original por toda a sua vida, você terá que estar preparado a receber de volta uma boa parte de sua ninhada. A hora de se preparar para isso é agora ­ antes de trazer novos filhotes para esse mundo, não depois.
  • Você terá espaço para esses cães? Tempo para cuidar deles? Parece que ter uma só ninhada não terá grande efeito sobre a população canina em geral ­mas se sua cadela tiver uma só ninhada de quatro filhotes e cada filhote produzir mais quatro filhotes, em 7 anos teremos 4.000 descendentes! “Somente uma ninhada” tem sérias conseqüências! Você terá que aprender a escrever e exigir cumprimento de um contrato que exige que os donos dos filhotes castrem os mesmos. Você tem a responsabilidade perante seus filhotes e seus donos de criar cães os mais saudáveis, física e mentalmente.
  • Todas as raças possuem problemas genéticos e de temperamento específicos que podem ser passados aos seus filhotes. Muitos defeitos hereditários estão “escondidos” apesar de que seu cão possa não apresentá-los, ele poderá estar programado geneticamente a transmiti-los a seus filhotes. Sem exames caros e complexos e um estudo aprofundado de pedigrees, você poderá facilmente estar produzindo filhotes que serão uma dor de cabeça para seus donos e um peso financeiro para você. Criadores sérios avaliam seus padreadores e suas matrizes para encontrar evidências de displasia, doenças oculares, de coração, de tireóide, hormonal, de pele, alergias e problemas de coagulação antes mesmo de pensar em fazer um cruzamento. Como criador você deve estar preparado para dar garantias aos novos donos que os filhotes estão livres das doenças hereditárias típicas da raça quando atingirem idade adulta. Isso pode significar o reembolso de dinheiro daqui a alguns anos ou ter que oferecer um novo filhote sem custo.
  • Com nova legislação, criadores sem experiência poderão estar reembolsando até três vezes o valor recebido hoje daqui a três anos, adicionado de despesas veterinárias, correção monetária e multa. E temperamento também está sujeito a garantias. Você poderá ser processado se o filhote que você vendeu ontem morder alguém amanhã. Você terá que estar presente para dar aos donos conselhos sobre treinamento e comportamento.
  • Você é o “suporte on-line”, 24 horas por dia, 365 dias por ano, para os novos donos, e isso pelos próximos 10 a15 anos! Ter uma ninhada sai caro: Criar uma ninhada exige um considerável investimento de tempo e dinheiro que certamente não voltará sob forma de lucro. Depois virão os exames pré-natais, ultra-som, exames pós-parto, vacinação e vermifugação, remoção de ergot (5ª unha), alimentação adicional para a mãe, equipamento como caixa de parto, cercado, etc. Partos com complicação são mais comuns do que se imagina(especialmente se for o primeiro parto da cadela). E problemas durante o parto poderão custar a vida da cadela! Você pode calcular uma taxa de mortalidade de 25% para os recém-nascidos, mesmo fazendo tudo corretamente. E defeitos de nascimento como palatos abertos são comuns. Depois disso virão custos para anúncios para a venda dos filhotes. Mesmo criadores de cães campeões raramente obtém algum lucro na sua criação.

Antes de continuar a ler, pense bem sobre as razões que fazem você desejar criar uma ninhada. Aqui algumas das mais comuns:

  • “A natureza fez com que os animais procriassem”. Não é mais a natureza que controla a carreira reprodutiva dos nossos animais de estimação as pessoas é que o fazem. A natureza age de maneira bem diferente. No ambiente selvagem a natureza se encarrega que somente os filhotes mais fortes e espertos sobrevivam para criar novos descendentes. E a natureza só permite às cadelas ficarem férteis quando há alimento suficiente e um ambiente seguro, para garantir a sobrevivência da ninhada. Nós humanos permitimos que nossos animais procriem a qualquer tempo, tenham um futuro assegurado ou não.
  • “Estamos fazendo isso pelas crianças”. Assistir ao milagre da natureza não é tudo aquilo que se diz. É um acontecimento cheio de sujeira e sangue e quase sempre acontece no meio da noite. É doloroso para a cadela e seu sofrimento pode ser mais do que você deseja que seus filhos assistam. Existem vídeos e livros que mostram às crianças o milagre do nascimento sem os custos e a responsabilidade de criar novos cães.
  • “Queremos um outro cão igual a este”. Os filhotes terão 50% de chance de puxar traços do outro cão! Seu cão é único e especial. As leis de hereditariedade impedem que dois seres sejam idênticos. A maioria das qualidades que fazem sua cadela tão especial é adquirida, não herdada.
  • “Queremos ficar com um filhote”. É bem mais barato e mais fácil comprar ou adotar um novo filhote do que criá-lo você mesmo!
  • “Todos nossos amigos querem um filhote”. Qualquer pessoa que viu sua cadela quando filhote dirá que “um dia” vão querer uma igual. Mas esse dia raramente coincide com a época em que os filhotes estão prontos para ir aos seus novos lares. Você ficará surpreso de quantas pessoas subitamente não tem tempo disponível para um filhote no momento ou não estão dispostas a pagar o preço que você está cobrando. Não conte com promessas vagas! Encontrar lares adequados para os filhotes é mais difícil que parece. Nem todo mundo deve ou pode ter um cão e é quase impossível saber a diferença entre um bom e um mau dono. Você terá que ter uma grande capacidade de julgamento de caráter e estar disposto a investir tempo considerável para conhecer melhor as pessoas às quais você planeja vender/doar um filhote. Será que eles tem a experiência para criar e treinar um filhote?
  • “Ela precisa ter uma relação sexual”… Ou …”Ele precisa abaixar o facho” Não nos dois casos. O sexo dos animais é controlado por hormônios. Não existe amor, emoção ou pensamento envolvido. Uma fêmea somente “pensa” em sexo quando está no cio e ela esquece isso assim que o cio passa. E os machos somente pensam em sexo ao estarem próximos de uma fêmea no cio. Deixar o macho cruzar não vai “abaixar o facho” ­ vai sim fazê-lo ficar pior. Ficará mais territorial e agressivo perante outros cães, poderá voltar a sujar dentro de casa e poderá ficar incontrolável caso haja uma fêmea no cio próximo à sua casa . O macho que nunca cruzou desconhece e não sente falta de cruzar. “Abaixar o facho”, seja de um macho ou de uma fêmea, é questão de maturidade e treinamento e não de cruza. Não existe fundamento na sabedoria popular que cães devem cruzar ao menos uma vez antes de ser castrados. Se algum veterinário der esse conselho, tenha certeza que ele está atrasado no tempo. Pesquisas demonstram que castrar cães ainda filhotes não causa nenhum efeito negativo. Castrar uma fêmea antes do primeiro cio pode prevenir alguns tipos de câncer e infecções urinárias sérias. E castrar um macho não tira sua masculinidade. Muito pelo contrário, esse macho se tornará um animal mais fácil de ser treinado e possibilitará que ele canalize sua energia para atividades mais construtivas.
  • “Queremos recuperar o investimento em nosso cão” Como dito acima, será muito difícil obter algum lucro na criação. Criar uma ninhada certamente resultará em prejuízo. Você provavelmente comprou um cão para ter um companheiro e ter prazer. Mesmo tendo pagado R$500,00 isso é um investimento de somente R$50,00 por ano, se o mesmo viver 10 anos, ou seja, menos que R$1,00 por semana. Será que o companheirismo e amor que ele retorna não vale mais do que isso?

Aprendendo a criar com responsabilidade: Se você assim mesmo acha que possui razões excepcionalmente boas para usar seu cão para criação e para toda a responsabilidade que isso envolve, seu trabalho está somente começando.
Procriar cães hoje em dia é assunto sério. Antes de seguir adiante, visite o Centro de Zoonoses mais próximo à sua casa e veja o que acontece com cães que foram criados por pessoas que pensavam que seria “divertido” ter uma ninhada.

O ‘‘milagre da morte” pela eutanásia é tão educador quanto o “milagre da vida”. Se você assim mesmo decidir criar cães, esteja ao menos consciente das conseqüências. Valerá a pena? Na maioria dos casos, a resposta é não. A decisão de NÃO cruzar seu animal de estimação é uma das decisões mais inteligentes, educadas e profundas que você pode fazer. Pense nisso e releia todo esse texto. E só depois decida.”

Dieter Gogarten

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Em tempos de correria, quem tem amigos nunca fica sem notícia! O Leandro Demori a Ana Légori do fashionzzz! me enviaram essa notícia publicada no G1 sobre o CCZ de Florianópolis e o projeto de esterilização que eles realizam.

Eu já estive lá pessoalmente,  e na época escrevi um post sobre a Cão Terapia, um  projeto excelente desenvolvido por voluntários.

As instalações do local são ótimas e o trabalho que eles desenvolvem é realmente muito bom, e certamente serve de exemplo para o Brasil que está tão necessitado de políticas públicas EFICIENTES em prol do bem estar animal.

Segue para vocês a matéria do G1:

“Florianópolis ‘exporta’ programa de castração para cães

Cidade realizou 20 mil cirurgias em quatro anos e meio.
Programa que mantém média diária de atendimentos virou referência.

Na semana passada, o prefeito Herótodo Bento de Mello, de Nova Friburgo (RJ), visitou a cidade de Florianópolis para conhecer o projeto Bem Estar Animal. “Este é um bom exemplo de como resolver esta questão de forma correta e respeitando a vida. Estou aqui para aprender e copiar”, disse o administrador carioca.

O secretário de Saúde de Florianópolis, João Candido da Silva, afirmou que a cidade optou por não exterminar os animais vivos. “O foco passou a ser o controle da população de cães por meio de cirurgias gratuitas de castração, além da realização de campanha de educação de jovens sobre o assunto, nas escolas.”

Maria das Graças disse que um casal fértil de cães é capaz de gerar 67 mil descentes em seis anos (período médio considerado como produtivo) e 60 filhotes diretos. Ela citou dados da World Society for the Protection of Animals(WSPA), segundo a qual são registrados 15 nascimentos de cães e 30 de gatos para cada humano no mundo.

“O programa catarinense atende donos de cães de baixa renda e o animal é retirado de casa e levado de volta, sem custo. Até mesmo o número de acidentes com cães, seja atropelamentos ou até mesmo ataques contra as pessoas, foi reduzido após o trabalho de castração”, disse ela.

Sem preconceito
“Quebramos o tabu de que castração é ruim para o cachorro. O que fazemos em Florianópolis agrega a sociedade. Fazemos controle de zoonose com esterilização e o segredo do nosso sucesso é que isso é feito em ritmo constante”, afirmou Maria das Graças.

Segundo ela, a média de 25 cirurgias por dia é o número de procedimentos indicado para uma população de 400 mil de habitantes. “Pretendemos aplicar microchip em todos os cães da cidade em até três anos e meio. Para isso, contamos com cerca de 400 voluntários, que cadastram os animais da cidade.”

Maria das Graças disse que não exagera quando diz que vai esterilizar todos os cães da cidade. “Temos uma fila de espera de 1,5 mil cães para a esterilização. E essa fila nunca diminui. Antes, nós que procurávamos os donos de cães para esse tipo de trabalho. Hoje, são eles que nos procuram.”

Ela afirmou que a população está consciente da importância do controle de zoonoses. “Os cães que circulam na cidade têm donos e são identificados.”

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Recebi da minha querida  Ana Légori o link para essa reportagem. Infelizmente o problema das feiras de filhotes é grave, e do jeito que as coisas funcionam neste Brasil Varonil, DUVIDO que acabe tão cedo. Eu sinceramente não sei o que me irrita mais: a falta de fiscalização e punição ( e em alguns casos falta de uma legislação mesmo), ou a CARA DE PAU desses “criadores de cães” de fazer uma coisa deste tipo!

Segue a reportagem do G1.

Em porta-malas, animais sofrem com calor e risco de contaminação.
Após denúncia, secretaria diz que vai enviar fiscalização.

Elisabete Ferreira Especial para o G1, em São Paulo (para ler no G1 clique aqui)

Uma feira ilegal de filhotes de cães coloca em risco a saúde dos animais (por causa do calor, desidratação e do risco de viroses que podem ser fatais) e desafia uma lei municipal todos os domingos nos arredores do Parque Villa Lobos, na Zona Oeste de São Paulo. Mesmo com tempo seco e calor de 27°C como registrado neste fim de semana, cachorrinhos de diversas raças eram expostos em porta-malas de carros por preços entre R$ 250 e R$ 3 mil.

Veja galeria de fotos

A lei municipal 14.483, sancionada em julho de 2007, diz que a venda de cães e gatos em ruas, praças, parques e áreas públicas é proibida e as penalidades vão de advertência à multa de R$ 1 mil a R$ 500 mil. Ela prevê ainda que, mesmo em pet shops, os animais não podem ficar expostos por mais de seis horas e não devem ter contato com os frequentadores do estabelecimento.

Apesar de a legislação estar em vigor há dois anos e recentemente a Prefeitura ter anunciado medidas a favor da posse responsável, tanto a Secretaria de Coordenação de Subprefeituras quanto o Centro de Controle de Zoonoses não têm informações sobre apreensões ou multas neste período no local.

Na região das avenidas Professor Fonseca Rodrigues e Queiroz Filho, o G1 localizou aproximadamente 20 carros. Dentro dos veículos, animais dividem espaço com alto-falantes e outros objetos à espera de um dono. Postados ao lado dos carros, criadores dizem garantir a saúde e a origem dos animais (cara de pau sem limites! Como vão prevenir as viroses em animais que ainda não são vacinados e tem contato com ambientes certamente contaminados?), mas permitem atitudes que colocam os bichos em risco.

Apenas dois vendedores demonstraram cuidados em relação à higiene. Em um dos carros, a dona dos filhotes pediu para que não deixasse o filhote lamber as mãos do interessado na compra e outra ofereceu álcool em gel, caso quisesse fazer carinho no cachorro. Nos demais casos, os animais podiam ser manipulados à vontade.

Segundo o veterinário Wilson Grassi, diretor de bem-estar da Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais (Anclivepa), o contato com clientes e outros animais pode transmitir doenças para os filhotes. “A mão pode ser um veículo de transmissão de doença. O álcool ajuda, mas não resolve. Ele pode pegar doença direto do ambiente, do ar. Se um cachorro espirra, pode transmitir aos cachorros ao redor”, explica Grassi.

Entretanto, o que mais assusta o especialista é o calor e o improviso na exposição dos animais. “Eles podem ficar sem água, no sol, sem comida, e, invariavelmente, podemos encontrar cachorros com viroses incubadas”, alerta Grassi. Segundo ele, a alta temperatura pode levar à hipertermia, à desidratação e a desarranjos intestinais. “É contra lei [a feira] porque não oferece condições mínimas de bem-estar”, afirmou.

Sem apreensões

Segundo a veterinária responsável pelo setor de vistoria zoosanitária do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Solange Germano, nenhuma apreensão foi feita depois que a lei 14.483 foi regulamentada. O CCZ é o órgão responsável pelas apreensões e trabalha em ações conjuntas com as subprefeituras. “Já estivemos três ou quatro vezes na região desde 2007 e a única apreensão feita foi antes da lei ser regulamentada”, afirma Solange.

A Secretaria das Subprefeituras informou, após ser procurada pela reportagem, que vai acionar a Subprefeitura da Lapa para realizar a fiscalização nas imediações do parque.

Criadores independentes

A criadora Francine Vernizzi , integrante da Associação de Criadores de Cães e Gatos Independentes, reclama que o grupo ficou sem local para trabalhar depois da implementação da lei que proíbe a venda dos animais em lugares públicos. Ela conta que há 15 anos atuam perto do parque. Segundo Francine, o vendedores sabem que estão errados, mas dizem não ter alternativa. “Nós sabemos que estamos irregulares. A gente quer trabalhar dentro da lei, mas onde, se não temos o nosso local?”, questiona Francine.

Ela explica que durante anos as vendas ocorreram dentro do Parque Vila Lobos. A atividade foi interrompida antes mesmo da chegada da lei a pedido da direção da área verde. “Uma atividade de 15 anos cessou repentinamente, não tivemos outra opção a não ser ir para rua”, diz Francine.

A criadora disse que os integrantes costumam trabalhar com crachá de identificação. Segundo ela, há quem trabalhe nas imediações do parque e coloca o bem-estar dos filhotes em jogo, mas que todos vendedores da associação são donos de canis registrados e têm um veterinário responsável pelos cães.

Compra segura

Na compra de um cão, uma série de procedimentos devem ser verificados. Os cachorros têm que ter microchip, que identifica o animal e serve como registro, as vacinas têm que estar em dia, eles só podem ser retirados de perto da mãe depois de 60 dias de vida, entre outras medidas.

Uma dica importante é procurar o local adequado. “Não compre na feira. No pet shop, com muitas ressalvas. Compre direto do canil, visite a criação, conheça o pai, a mãe [do cachorro] e o ambiente”, aconselha o veterinário.

Outra possibilidade é a adoção (EXATAMENTE!). “Temos milhares de animais sem dono, passando frio e fome. Em uma situação dessas não deveríamos estimular a compra”, diz Grassi. A Prefeitura mantém um site para quem pensa adotar um animal. O serviço é gratuito.

Clique aqui para acessar o site de adoções da prefeitura de São Paulo

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Recebi este e-mail da querida Marli, e fiquei muito feliz. Quem sabe seja realmente uma luz no fim do túnel para se tenham mais políticas públicas no Brasil que dêem conta da proteção animal e educação dos homens sobre as temáticas ambientais.

Controle de Cães e Gatos em São Paulo :
Prefeito anunciará “pacote” de medidas.

O Prefeito Gilberto Kassab anunciará, nos próximos dias, uma série de medidas para aprimorar o controle de animais domésticos na cidade de São Paulo e incentivar a propriedade responsável. Esta boa notícia foi recebida hoje, dia 22 de junho, pelo vereador Roberto Trípoli (PV), que vem mantendo uma série de contatos com a Secretaria da Saúde e com a Secretaria de Governo, reivindicando a intensificação de ações que promovam o controle das superpopulações de cães e gatos, sem qualquer tipo de sofrimento para os animais.

Segundo Tripoli, o Prefeito Kassab anunciará todos os detalhes da destinação da verba de R$ 1 milhão provenientes de emenda que o vereador conseguiu aprovar, no final de 2008, para o orçamento/2009, especificamente para melhorias no Centro de Controle de Zoonoses. Esta emenda já está liberada e sua principal aplicação atenderá uma antiga reivindicação de Tripoli e do movimento de proteção animal – a construção de um Centro de Adoção, adequadamente planejado para abrigar cães e gatos já preparados para adoção. As obras devem começar em agosto.

Além disso, neste “pacote” de medidas, Kassab deve incluir o aumento do número de veterinários e biólogos contratados pela Saúde; a ampliação imediata da quantidade de castrações gratuitas disponibilizadas pelo Governo Municipal para animais de proprietários carentes; o incremento das ações visando o incentivo da propriedade responsável – inclusive uma campanha publicitária. Tripoli, que instituiu e vem presidindo a Comissão de Estudos sobre Animais na Câmara Municipal, foi informado, ainda, que a Prefeitura deve, finalmente, implantar um sistema de informações eficiente, com um banco de dados informatizado, que comporte o registro e a identificação individualizada de cães e gatos de toda a cidade de São Paulo; e iniciar a compra de microchips.

Regina Macedo
jornalista ambiental / assessora do
Gabinete do Vereador Roberto Tripoli (PV)
reginamacedo@terra.com.br
11-9627-7187

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Como eu havia escrito, começou o projeto da Cãominhada no CCZ de São Paulo, e encontrei este relato sobre esses os momentos felizes junto aos cães que ocorreram no domingo passado.

O relato é de Lilian Rockenbach para o site  da Agência de Notícias de Direito Animal - ANDA.

Nesse domingo (24) foi realizada a segunda cãominhada no CCZ de São Paulo. Cerca de 25 voluntários estiveram presentes e 110 cães puderam sair de seus canis para passear, brincar e tomar banho de sol.

Alguns deles, principalmente os mais velhinhos ao serem expostos ao sol, simplesmente deitaram e não quiseram saber de passear, somente curtir este que, muito provavelmente, seja um momento que eles não tinham há meses. Outros, não sabiam se corriam ou ficavam totalmente parados, se brincavam ou tentavam fugir, mas todos, sem exceção, aproveitaram esses poucos momentos de prazer. Banho de sol, atenção, carinho, brincadeiras. Há quanto tempo esses animais não tinham esses momentos?

O que para nós foi quase nada (apenas duas horas), para aqueles animais foi tudo diante da situação em que vivem.

Todos os domingos, o CCZ receberá voluntários para passear com os cães, o horário é das 10h às 12h, o uniforme é calça jeans e tênis. A recompensa é fazer algo simples e fácil para amenizar o sofrimento dos animais.

A ONG Natureza em Forma está reunindo grupos de voluntários para dar banho e tosa nos cães do CCZ todas às sextas-feiras (muitos animais na data de ontem já estavam de banho tomado e tosados). Todos os sábados estão sendo realizadas no CCZ feiras de adoção, quem quiser ser voluntário será muito bem vindo.

É muito pouco diante das necessidades, mas já é um começo. Esperamos em breve poder divulgar mais conquistas em prol dos animais do CCZ de São Paulo. Divulgaremos também o documento elaborado, que será entregue ao prefeito, com as reivindicações de mudanças imediatas e para os anos de 2010, 2011 e 2012.

Se vc quiser saber mais informações de como ajudar, entre em contato com o grupo pelo email:

amigosdoccz@ gmail.com

Parabéns a todos os voluntários que levaram alegria e amor aos cães do CCZ de São Paulo!

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Li hoje no blog da Luiza Mell a notícia do início do projeto Cãominhada no CCZ de São Paulo.

“É uma grande oportunidade para todos aqueles que amam e respeitam os animais para agir, ou seja,comparecer , participar da Cãominhada e dar aos cães  o privilégio de passear, tomar sol, ser feliz,mesmo que seja por algumas horas. É o primeiro passo dos muitos que precisamos dar para melhorar significativamente a vida dos animais do CCz.”

CÃOMINHADA: Passeios com os animais do CCZ

Quando: Todos os domingos

Horário: das 10hs às 12hs

Endereço: Rua Santa Eulália, 86  - Santana - (em frente ao campo de marte)

Essa é uma ÓTIMA iniciativa, que com certeza fará toda a diferença para a qualidade de vida dos cães do CCZ de São Paulo, que estao à espera de um lar.

Podcast - Cãominhada

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Neste sábado (9). o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de São Paulo realiza uma feira de adoção com cerca de 100 cães e gatos.

Os animais já estão prontos para encontrar um novo lar. Eles foram vacinados, vermifugados, castrados e microchipados. O dispositivo eletrônico foi implantado nos bichos para que possam ser identificados no caso de se perderem.

Os animais foram capturados por funcionários do centro –antigamente conhecido como carrocinha– após serem abandonados em ruas e parques da capital paulista.

A feira de adoção acontece das 9h às 15h. Quem quiser levar um amigão ou uma amigona de quatro patas para casa deve apresentar documento de identidade, CPF e comprovante de residência, além de pagar uma taxa de R$ 14,60.

Para os gatos, é necessário levar uma caixa apropriada para abrigá-lo. Para os cães, o futuro dono deve levar coleira e guia.

Os interessados passam por uma breve entrevista para encontrar o animal ideal (excelente iniciativa para que se evite futuros abandonos!!!). São considerados espaço físico e composição familiar, entre outros fatores.

Além da feira deste sábado, o CCZ está aberto diariamente para adoção de cães e gatos (de segunda a sexta, das 9h às 17h, e aos sábados, das 9h às 15h).

Feira de Adoção do CCZ
Quando: sábado (9), das 9h às 15h
Onde: Centro de Controle de Zoonoses (r. Santa Eulália, 86, Santana, tel. 0/xx/11 2221-04

Informações da Folha Online

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Encontrei essa divulgação no Mãe de Cachorro, acho importante que todos nós façamos essa divulgação.

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Pessoal, no sábado passado tive o priviégio de conhecer o CCZ de Florianópolis e o projeto realizado por iniciativa de um grupo de voluntários , o Cão Terapia.

Vocês sabem quando a gente fica tão empolgado com uma coisa que não sabe nem por onde começar a contar? Pois então, é assim que eu estou.

Fui até o CCZ com a Ana Corina, e fiquei impressionada com a estrutura e com os projetos.

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Lá eles realizam o projeto da prefeitura que dispõe de castrações gratuitas dos animais de estimação para famílias com renda de até três salários mínimos. Como todos sabem, a esterilização é fundamental para o controle populacional de animais, já que a realidade do abandono e maus tratos é ainda recorrente no nosso cotidiano.

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Os canis do CCZ  são bem estruturados, bem cuidados e limpos;  lá eles contam também com toda a infra estrutura necessária para a realização de cirurgias, canis específicos para os animais que estão em tratamento, gatil, sala para atendimento veterinário.

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Tendo como preocupação não só com a saúde física, mas também com a saúde emocional dos peludos,  foi lançado em maio de 2007 por voluntários independentes o Projeto Cão Terapia.

Todos os sábados à tarde voluntários (qualquer pessoa pode ser um) se encontram no CCZ para realizar atividades de recreação e socialização com os cães que estão sob os cuidados da Coordenadoria de Bem Estar Animal (COOBEA) da Prefeitura Municipal de Florianópolis.

Os cães são trazidos dos canis por grupos, e os vonluntários fazem caminhadas dentro do próprio espaço do CCZ , brincam, dão petiscos… Gente, é incrível como os cães ficam felizes!

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Depois de um tempo, levam o primeiro grupo de volta para o canil e pegam a próxima turma, que também fará as mesmas atividades e assim por diante.

A qualidade de vida da cachorrada melhora consideravelmente. Eles se sentem amados, atendidos e queridos.

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Os voluntários são desde pessoas que tem uma matilha em casa até aqueles que, por alguma impossibilidade, não podem ter cães em suas residências. Basta apenas gostar de cães e querer ter uma tarde divertida junto a eles. A alegria e a gratidão dos peludos é um plus que não tem preço.

Esse projeto pode ser realizado por qualquer abrigo de cães. Se não existem as condições ideais, trabalhemos dentro das possibilidades. Por exemplo, na estrutura antiga, o passeio não tinha como ser feito dentro das dependências do CCZ, então os voluntários saiam em grupo para passear na rua.

Cada instituição pode organizar um projeto e mobilizar a comunidade da sua cidade  para participar.

Acho que a idéia da Cão Terapia está lançada, e disponível para ser copiada por quem quiser trabalhar na promoção da saúde mental e emocional do cães que vivem em abrigo à espera de um lar.

Esse vídeo foi feito em 2008, ainda nas antigas instalações do CCZ, para divulgar o trabalho e promover adoções.
Mais informações você encontra no Mãe de Cachorro.

Local: CCZ de Florianópolis

Endereço: SC 401, coladinho no Cemitério São Francisco de Assis (mais conhecido por Cemitério do Itacorubi). Para chegar lá você passa por baixo do elevado novo do Itacorubi, é bem fácil, logo à direita.

Horário: das 14:30 às 18:00

Informações: 9114-2537 /9101-4524/ 9113-2106

http://www.obafloripa.org


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