Como já tinha comentado em outro post, um dos meus assuntos prediletos do mundo animal, sem dúvida, são os cães de trabalho.
Os huskies são cães com muita energia, fortes e dóceis. Estima-se que a origem do Huskie Siberiano tenha sido há aproximadamente 2.000 anos na região da Sibéria, onde era criado para puxar trenós, e suportava as mais rigorosas temperaturas, que chegamav a - 60 graus celsius. No início dos 1900 foram levados até o Alaska. Na época foram de fundamental importância para salvar Nome da epidemia de difteria que assolava a cidade.
Hoje em dia ainda são criados na região do pólo norte, onde trabalham puxando trenós.
Nesse vídeo podemos ver como esses cães, no seu habitat natural e exercendo as funções para as quais eles são aptos, são felizes, tranquilos e equlibrados. (AMEI!)
De uma forma geral, aqui eu costumo escrever geralmente sobre as questões cotidianas da vida dos cães de companhia.
Mas eu tenho um fascínio particular sobre os cães de trabalho, e quando comecei o blog escrevia muito mais sobre essa temática, talvez porque eu ainda não estivesse tão inserida na avalanche diária de notícias do mundo animal, e acabava escrevendo sobre o que mais me encantava e ainda encanta nos cães, que é a capacidade incrível de executar tarefas, de maneira inteligente, muitas vezes melhor do que os próprios homens.
Hoje zanzando pelo youtube, encontrei um vídeo que faz uma homenagem aos cães que trabalharam durante as guerras.
Os cães não deflagraram as guerras, mas trabalharam arduamente para defender os exércitos dos quais faziam parte, mesmo sem saber o porquê das batalhas.
Desde a Roma antiga até os dias atuais, os cães tiveram as mais diversas funções nas batalhas: levavam e traziam mensagens, prevenção de sabotagens, detecção de explosivos até a mais triste das funções que eram os cães suicidas: eles carregavam bombas para conter as tropas inimigas utilizados pela antiga União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial.
Durante a Guerra Coréia, os Estados Unidos utilizaram pela primeira vez os cães patrulheiros, e pelo trabalho dos cães, eles tiveram diminuição de cerca de 60% nas baixas dos combatentes.
Este video foi uma homenagem aos cães que lutaram nas guerras por fidelidade às pessoas.
Muitos cães conseguiram fazer o treinamento na Scuola Italiana Cani Salvataggio, única estrututa na Itália que expede um certificado de reconhecimento do Comando Geral da Capinania dos Portos.
Não são necessariamente cães de raça, os requisitos pedidos se referem, mais que outros, a estrutura corporal: o cão deve gozar de ótima saúde, ser ao menos de tamanho médio, e pesar mais de trinta quilos.
Este verão se festeja os vinte anos da escola, e pela ocasião serão levados 300 cães em companhia de seus condutores (assim que se chamam os proprietários que fazem o salvamento em dupla com os seus cães) por grande parte das praias italianas.
Desta maneira será garantido um certo grau de segurança, sobre tudo pelas praias livres, onde não existe serviço de socorro.
Hoje é feriado, dia do trabalho. Dia de descanso justo e festa para todas as pessoas que cotidianamente empregam os seus esforços para ter uma vida melhor, uma sociedade mais feliz, um mundo mais justo.
Nessas comemorações nós geralmente pensamos nos trabalhadores humanos. Pois hoje, presto minha homenagem aos trabalhadores caninos.
Essa semana a Panda, Border Collie da Marli que é uma amiga muito querida e protetora dedicada, me presenteou com o que há de melhor nos cachorros: serem eles mesmos. O Border Collie é um cão de pastoreio, sendo assim possuem o instinto de cuidar do rebanho que lhe é confiado.
Estávamos em um sítio, o Joe estava caminhando solto com o meu marido, e de repente a Panda começou a “pastorear” os dois, como se eles fossem o seu rebanho, o qual deveria ser guiado.
Por isso, escolhi este vídeo para homenagear todos os cães que dedicam parte de suas vidas ao trabalho, fazendo a nossa vida melhor.
Resta pouca esperança de encontrar sobreviventes na maioria do edifícios destruídos durante a série de terremotos que atingiu a região central da Itália na madrugada desta segunda-feira. Trinta e seis horas depois do sismo que deixou cidades fantasmas pelo caminho, o trabalho de resgate segue incessantemente na busca dos corpos das vítimas soterradas pelos escombros.
Em L’Aquila, capital da região de Abruzzo e uma das mais atingidas pelos tremores, parte importante do esforço é feita por um exército de cães adestrados que chegam de todas as partes do país.
O voluntário Massimo Sanfilipo e seu cão Full foram dos primeiros a chegar à cidade na manhã de ontem, poucas horas depois dos dois fortes tremores da madrugada que transformaram L’Aquila em um cenário de guerra.
Com trabalhos concentrados na parte do dia o cão, um pastor alemão de 3 anos de idade, segundo seu dono, obedece a uma ordem rigorosa de acontecimentos. Primeiro, escavações são feitas com máquinas pesadas como retroescavadeiras e braços mecânicos. Depois, a matilha de cães é chamada para andar sobre os escombros - se sinalizam algo começam as escavações manuais.
Para ajudar em zonas de risco os cães precisam de 2 anos de treino. Full é um prodígio, tem seis meses de simulações e já faz sua primeira missão em campo. “Ele só é um pouco agitado”, comenta Sanfilipo, em alusão à pouca experiência do amigo.
O trabalho dos cães é feito de forma relativamente simples. Ao chegar ao local, seus adestradores fazem com que eles dêem uma volta e cheirem todas as pessoas envolvidas nas buscas. Depois, por semelhança, os animais eliminam os cheiros dos vivos e se concentram na busca pelos corpos.
As horas de trabalho dependem de cão para cão. “Quem dá o ritmo são eles. Fazemos com que comam, bebam e descansem antes do que nós mesmos”, conta Sanfilipo. “São heróis.”
Eles também podem ser a luz dos nossos olhos. Esses peludos especiais são os famosos cães-guia para cegos.
Os cães-guia desenvolvem um trabalho excepcional junto aos portadores de deficiência visual, eles proporcionam aos seus donos uma vida independente, sem maiores restrições.
Os primeiros registros de cães-guia se encontram pintados em um mural nas ruínas de Roman Herculaneum, atualmente cidade de Ercolano na província de Napoli na Itália. Existem também registros da Idade Média, entretanto a primeira tentativa de treinamento sistematizado de cães-guia aconteceu em 1780, no Hospital para cegos “Les Quinze-Vingts” em Paris.
Alguns anos depois em 1788, Josef Riesinger que morava em Viena treinou um Spitz para lhe acompanhar e, frequentemente, as pessoas acreditavam que ele não era cego.
Existem outros registros da idéia do cão-guia no ano de 1819 também em Viena; e na Suíça em 1918. Entretanto foi durante a Primeira Guerra Mundial que o médico alemão Gerhard Stallin teve a idéia de sistematizar o treinamento de cães-guia para acompanhar os soldados que haviam perdido a visão.
Atualmente, antes do treinamento específico para cão-guia, o peludo, que geralmente é um Golden Retriever ou um Labrador, passa o primeiro ano de sua vida em uma família voluntária (criadores de filhotes) que tem como responsabilidade socializá-lo e expô-lo a diversos tipos de estímulos de maneira que ele possa vivenciá-los de forma tranquila. Além disso, eles tem o compromisso de ensiná-lo os comandos básicos.
Depois de mais ou menos um ano, o cachorro volta à escola de cães-guia que fará uma avaliação das suas aptidões, como boa memória, capacidade de concentração por um longo período de tempo, inteligência e etc. Quando o peludo atende os requisitos, ele é encaminhado para o treinamento.
Se o cão não tiver as habilidades necessárias para este trabalho, ele é encaminhado para realizar outros tipos de tarefas como o rastreamento, ou é adotado por uma família (a preferência é pela familia que o criou).
Após o treinamento ele começa a trabalhar com o novo dono, que também deve ser treinado para compreender os movimentos e sinais que o cão lhe dá. Da mesma maneira, ele deve começar a reconhecer o seu dono como líder, e então obedecer os comandos dados por ele.
Quando eles se graduam na escola de cães-guia eles são capazes de trabalhar como uma equipe totamente sintonizada, compreendendo cada movimento de seu parceiro.
Depois de mais ou menos 9 anos de trabalho o cão se aposenta. Apesar de continuar muito esperto e inteligente, as limitações físicas da idade começam a aparecer, e então chega o momento do justo descanso.
Geralmente, quando ele se aposenta, passa a ocupar o lugar de animal de estimação, e seu dono recebe um novo cão-guia. Caso seu dono não possa permanecer com ele, a escola de cães-guia procura um novo lar para ele, já que existem vários candidatos na fila de espera para adoção desses cães especiais.
Com certeza eles são um ótima companhia para qualquer pessoa, e devem ser muito bem recompensados pelos anos de trabalho e absoluta dedicação.
Nas circunstâncias difíceis, nos momentos decisivos eles estão lá, disciplinados e alegres em fazer o seu trabalho. Esses são os cães de resgate.
Para esses cachorros, o seu trabalho é uma brincadeira. Mesmo nas situações mais difíceis, o seu desafio é encontrar o “brinquedo” que está escondido e indicá-lo ao seu treinador.
Para que o cão perceba dessa maneira, durante o treinamento de busca e resgate é feita a associação do cheiro humano a um objeto que seja adorado pelo cachorro, por isso, ele vai ser capaz de correr sobre escombros, subir montanhas, nadar em um rio gelado, só para encontrar a sua recompensa.
Esses cachorros especiais são inteligentes, ágeis e obedientes, e sua presença numa equipe de resgate significa a diferença ente a vida e a morte.
Os cães possuem, além do olfato 40 vezes mais sensível do que o humano, uma excelente visão noturna e audição. E ainda, por sua mobilidade e destreza, ele executa um trabalho de busca equivalente ao de 20 homens na mesma função.
Qualquer cachorro pode trabalhar em resgate, inclusive os vira latas, desde que sejam inteligentes, tenham boa capacidade olfativa e auditiva, sejam tranquilos e sociáveis e tenham instinto de caça/ brincadeira bastante aguçados .
Além do treinamento dos cães, existe a necessidade do treinamento do treinador, que é o profissional que vai acompanhar as atividades do cachorro além de trabalhar junto nos momentos de busca e resgate.
No Brasil, o trabalho com esses cães acontecem apenas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Distrito Federal, e são realizados pelo Exército, Bombeiros e Polícia Militar, sendo o primeiro cão de resgate do Brasil a Labradora Nina, que faleceu no ano de 2004.
No ano de 1925, uma epidemia de difteria atingiu a cidade de Nome, no sul da Península Seward no Alaska. As temperaturas alcançavam -45 °C, os fortes ventos levavam a sensação térmica a -65°C, e a luz, sendo inverno, era muito limitada. Era impossível para os meios de transporte aéreo chegarem até Nome com a medicação necessária.
Os medicamentos foram transportados de trem de Anchorage a Nenana, mas os 960 quilometros restantes até Nome só poderiam ser percorridos por trenós puxados por Huskies.
O então governador do Alaska, Scott Bone, compreendendo a gravidade da situação, autorizou o revezamento de trenós de cães, e ordenou que fossem recrutados os melhores condutores e cães de todo o território
Leonhard Seppala com seu time de 20 cães Siberianos liderados por Togo, trilharam a maior parte do percurso para a busca dos medicamentos que salvariam Nome. Ele dirigiu seu time por 415 Kmem cinco dias , atravessando os trechos mais traiçoeiros do Alaska.
O final do percurso foi realizado por Gunnar Kaasen e seu time de cães liderado por Balto.
Assim, homens e cães, bravos guerreiros, conseguiram salvar centenas de vidas na cidade de Nome, ficando o episódio conhecido como Great Race of Mercy.
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