Cães e Meio Ambiente

You are currently browsing the archive for the Cães e Meio Ambiente category.

Hoje 02/07/10 a queridíssima Ana Corina do Mãe de Cachorro fez postou um comentário muito interessante sobre esse post, por isso resolvi inserir as reflexões dela ao longo do post:

Quem já não viveu o dilema de onde hospedar o seu pet? Muitas pessoas têm a sorte de poder deixar com parentes, mas certamente essa sorte não bate na porta de todo mundo.
No final de semana passado estava atrás de uma capa de chuva para o Joe, e fui em uma clinica veterinária e Pet Shop aqui em Porto Alegre  em que há tempos eu não entrava, e tive duas desagradáveis surpresas:

  • Começaram a vender filhotes (isso já basta para eu não gastar um centavo nesse lugar)
  • Começaram a oferecer hospedagem, que por si só não é um problema, mas preste atenção em algumas orientações dadas pela Pet:

hospedagem_900x580

clique na imagem para ampliá-la

  • Sobre a vacinação: Que bom que eles exigem a vacina dos hóspedes, mas como é que eles propõem a vacinação no momento da chegada para a hospedagem? Todo mundo sabe que com a mudança de ambiente e o afastamento da família por alguns dias, a imunidade dos animais tende a diminuir. E como vacinar um cachorro nessas condições? Mais adiante eles mesmos dizem que pode haver uma baixa do sistema imunológico e uma série de consequências em função disso!!!!!  caça níquel, sem o menor comprometimento com a saúde dos animais

VACINA EM DIA é vacina aplicada há no mínimo 15 dias. Qualquer pessoa com conhecimentos básicos sobre vacinação sabe que durante este período a imunidade dos animais estará mais por baixo que barriga de cobra e ao ser vacinado no ato da hospedagem ele só terá IMENSAS chances de ficar doente.

OUTRA: animais “imunizados” com vacinas que utilizam vírus vivo PODEM INFECTAR OUTROS!!! Tá bom pra ti? Teu cachorro está lá bonitão e chega um Zé vacinado na porta da hospedagem infectando todo mundo justamente com o vírus da vacina???

  • Sobre o antipulgas: e se eu passei o antipulgas uma semana antes, vou ter que passar novamente? caça níquel, sem o menor comprometimento com a saúde dos animais

Sobre a vacina  para giardíase e gripe canina:  “RECOMENDAMOS vacina para Giárdia e Gripe canina” –> TRADUÇÃO: “Caros CLIENTES INGÊNUOS PRESTES A SER ENGANADOS, DEIXEM SEU DINHEIRO NA NOSSA SACOLINHA, POR FAVOR, porque além dos valores exorbitantes que você pagará nas vacinas NÃO RECOMENDADAS por associações internacionais de medicina veterinária (onde todas universidades decentes se baseiam, por falar nisso!) depois ainda COMEREMOSSEU DINHEIRO com as doenças que seu cão terá JUSTAMENTE porque utilizou estas vacinas, ok?”

    Sobre rouquidão, diarréia  etc…  CARÊNCIA provoca problema de pelo, rouquidão, fezes moles, vômitos?? HAHAHAHA   EXCESSO DE VACINAÇÃO e medicamentos anti-pulgas/carrapatos provocam o quê, CÓCEGAS? Traduzindo novamente: “GASTE SEU DINHEIRO CONOSCO e ganhe um KIT-DOENÇAS! Depois nós lucraremos um pouco mais vendendo os remédios pra você curar seu pobre animal, ok?”

    Por essas e por outras, que é muito importante se informar bem antes de deixar o seu pet em qualquer lugar,mesmo que o lugar pareça legal, seja bem localizado, seja caro etc…  Nada disso não garante que o seu cachorro vá ser bem cuidado.  Busque informações, converse com pessoas que já hospedaram o seu cão no local, e por favor, nunca deixe o bom senso de lado!

    Tags: , , ,

    dama

    Achei interessante a iniciativa da Casa Cor São Paulo e o projeto Adotar é tudo de bom! Valorizando a adoção de animais se ajuda a criar uma nova cultura e se promove a valorização da vida. A matéria é da Petmag:

    Os visitantes da Casa Cor 2010, um dos maiores eventos de arquitetura e decoração das Américas, poderão conferir a presença de uma ilustre convidada em um de seus espaços. Trata-se de Dama, uma serelepe e dócil SRD, personagem real de uma das ONGs do programa Adotar é Tudo de Bom.

    A cadelinha terá um cantinho especial na Cozinha Funcional BGourmet durante a 24ª edição da mostra, que traz como tema “Sua casa, sua vida mais sustentável e feliz!”. O animal integrará o conceito de um ambiente onde todos os itens contribuem para a preservação do meio ambiente, inclusive, o bichinho de estimação da família.

    Com uma proposta sustentável, o espaço que abrigará a Cozinha Funcional tem 100m² e prioriza o reuso de objetos e materiais reciclados. “Acreditamos na adoção de cães abandonados, uso de bicicleta como meio de transporte, reciclagem total de resíduos, sustentabilidade e muito verde”, lembra Guto Requena, arquiteto da WHYdesign, responsável pela criação do projeto.

    Para os que quiserem conhecer Dama, que felizmente já encontrou um lar feliz, basta comparecer à Casa Cor, que acontece a partir de hoje, 25 de maio, até o dia 13 de julho, no Jockey Club de São Paulo.

    Serviço
    Casa Cor
    Quando: de terça a sábado (e feriados): das 12h às 21h30 e domingo: das 12h às 20h
    Local: Jockey Club de São Paulo. Av. Lineu de Paula Machado, 1.075, Cidade Jardim - São Paulo/SP
    Tel: (11) 3034-6201

    Tags: , ,

    ag_heart_logo2

    Recebi a newsletter do Instituto Nina Rosa com um texto excelente de autoria de Lilian Rockenbach
    sobre o que é ser um protetor de animais. Com uma visão abrangente da questão, valorizando os mais diversos aspectos envolvidos na questão, e de um bom senso que às vezes é difícil de encontrar. Uma reflexão nota 1.000, que realmente vale a pena ser lida!

    “Hoje em dia a proteção animal virou um modismo. Muita gente acha bacana dizer que é “Protetor de Animais”, mas o que exatamente ser um “Protetor de Animais”?

    Para começar gostaria de esclarecer que proteger animais não é chamar uma ONG ou ligar para um protetor independente quando um animal está sendo mal tratado. Proteger animais também não é ficar no computador apenas repassando pedidos de ajuda, nem se sentir no direito de exigir e cobrar que pessoas ligadas a causa façam o que você considera certo fazer. Estas são apenas formas de divulgar ações e necessidades ligadas a causa, e não a proteção em sua essência.

    Em primeiro lugar é importante saber que protetores de animais são pessoas iguais a você, eles trabalham, estudam, possuem família, filhos, quintal pequeno, moram em apartamento em alguns casos, mas decidiram arregaçar as mangas e fazer a diferença. Um dia desses eu ouvi que “ser protetor de animais é um apostolado”, e isso significa você dedicar sua vida, seu tempo e seu dinheiro a uma causa que muito provavelmente “nunca” lhe trará nenhum retorno material. Consiste também em mudar seus hábitos alimentares (parar de consumir carne), hábitos de diversão (rodeios, vaquejadas, touradas, feiras de exposição, de exploração, de competição, etc.), hábitos de consumo (roupas de origem animal como casacos de pele, etc.), hábitos em geral.

    O “protetor de animais” muda sua visão em relação a vida, passa a respeitar toda forma de vida, passa a lutar pela defesa dos direitos dos animais, pela castração, pela adoção, por leis mais rígidas e que os defendam, pela conscientização da população, contra a exploração animal em todas as suas formas, contra o comercio de animais, etc.

    Ninguém muda estes hábitos facilmente, nenhuma pessoa que conheço  amanheceu e disse: a partir de hoje sou um protetor de animais e vou deixar de fazer tudo o que fiz a minha vida inteira. A vontade de ajudar nos impulsiona a levantar e ir, com o tempo criamos cada vez mais a consciência em relação aos assuntos relacionados à causa, nossos hábitos são mudados aos poucos e gradativamente. É uma luta pessoal contra nós mesmo, e em alguns casos, contra nossos familiares que não conseguem entender e aceitar essa mudança.

    Ser um “protetor de animais” é ter responsabilidade social de maneira totalmente independente da caridade. Promover a conscientização em relação ao respeito dos animais é uma das bandeiras mais importantes da causa, fazer com que as pessoas enxerguem que o animal tem uma vida que precisa ser respeitada, é uma batalha constante. Os animais existem da mesma maneira que todos nós, possuem suas individualidades e não estão aqui para nos servir.

    Os defensores dos animais devem ser felizes com sua bandeira, devem se orgulhar do que fazem. Se defender animais te trouxer algum tipo de angústia, talvez seja a hora de repensar e mudar de causa. Os animais precisam de pessoas sensatas, que estejam sempre empenhadas em aprender, que estejam dispostas a tentar mudar o mundo, mas se conseguirem mudar apenas a pessoa que está ao seu lado, já fizeram muito mais do que 99% da população. Os animais não podem se defender, eles só têm a nós, seres humanos, para defendê-los, e exatamente por isso temos que nos manter equilibrados para fazê-lo, e fazer com prazer, paixão e de maneira otimista. Pessoas agressivas e desacreditadas, não apenas na causa animais mas em todas as causas, geralmente não conseguem atingir seus objetivos na sociedade, pois não conseguem desenvolver o potencial necessário para valorizar a causa que defendem.

    Tenha sempre a frente, e como referência, pessoas inseridas na causa e que desenvolvam um trabalho baseado na seriedade e, acima de tudo, idoneidade. Fuja dos falsos protetores, pessoas que estão inseridas na causa tentando tirar benefícios materiais ou prestígio. Acredite em você e em seus objetivos, arregace as mangas e faça, não tenha projetos alimentados apenas pela esperança, estabeleça objetivos e metas, faça você também a diferença. Pense qual a melhor forma de ajudar os animais, quais os seus pontos fortes, se você gostaria de trabalhar com resgates, com adoção, com maus tratos, com educação, contra exploração, etc. Acredite em você, e dê o seu melhor.

    Abrace uma causa, qualquer causa, mas faça-o com responsabilidade e de coração aberto. Mude seus conceitos, abandone os preconceitos e faça a diferença.

    Existem 3 tipos de pessoas:As que fazem acontecer, as que deixam acontecer e as que perguntam o que aconteceu? (John Richardson Jr)

    P.S. Os negritos aos longo do texto foram marcados por mim.

    Tags: , ,

    reclamo

    Como eu já tinha comentado aqui, eu participei da 1ª Jornada Convivendo com os Animais em Centros Urbanos aqui em Porto Alegre. Foi um encontro excelente, que debateu vários pontos importantes para se projetar e executar boas políticas públicas em prol dos animais.

    Li alguns comentários desfavoráveis em relação à promoção deste evento, nos quais diziam que a prefeitura deveria parar de conversar e começar a agir. Entendo a preocupação e a urgência que o tema demanda, mas compartilhar experiências com pessoas de outros lugares, certamente contribui para uma otimização dos projetos e por consequência, das ações.

    Escolhi como primeiro post sobre a jornada, a experiência da cidade argentina de Almirante Brown. A palestrante foi Mariza Antoniazzi – Presidente da Asociación Amigos del Centro Municipal de Sanidad Animal y Zoonosis de Almirante Brown  , e apresentou alguns vídeos que traziam a fundamentação do trabalho realizado por eles, do qual eu trago os dados a seguir.

    Então, a Organização Mundial de Saúde classifica a população canina em três categorias: cães que vivem nas ruas, cães semi domiciliados e cães domiciliados, sendo que as taxas de reprodução e sobrevivência se dão conforme a tabela a seguir:

    tabelaCom a escassez de alimentos a qual os cães que vivem nas ruas estão sujeitos, um dos primeiros efeitos é a perda da capacidade reprodutiva, o que não acontece com cães domiciliados e semi-domiciliados. Ou seja, os cães que vivem nas ruas são apenas a ponta do iceberg do problema de superpopulação.

    Os cães que vivem nas ruas não só são os que menos se reproduzem, eles são a consequência de um problema maior: a reprodução descontrolada dos animais domiciliados e semi-domiciliados, e que acabam nas ruas. Por essa lógica, é fácil concluir que o extermínio de cães nunca será a solução, já que o que gera o problema de superpopulação jamais será controlado com esta prática.

    O caminho que Almirante Brown encontrou para resolver o problema da superpopulação de animais foi a implantação de um programa de controle ético da fauna urbana como política do município. Foi necessário o apoio do legislativo municipal para que houvesse a garantia da continuidade das ações.

    O programa de esterilização cirúrgica, é acompanhado da informação e difusão de informações e do próprio programa,  em um trabalho conjunto entre estado, comunidade e ONGs. O objetivo final é alcançar o equilíbrio populacional,e a mudança de hábitos na comunidade.

    A esterilização cirurgica é um método ético, eficaz, seguro, econômico, definitivo e beneficia a saúde das pessoas e dos animais. E para que ela alcance impacto populacional ela deve ser: em massa, sistemática, incluindo todas as classes sociais, precoce (de preferência antes do primeiro cio), e gratuita.

    Como em todo o programa de prevenção, se deve conseguir esterilizar o maior número de animais no menor tempo possível, sendo no mínimo 10% da populaçao a cada ano.

    O índice oficial de estimativa da população de animais é de um cão para quatro pessoas. Ou seja, numa cidade de 100.00o habitantes devem existir cerca de 25.000 animais, dos quais 2.500 devem ser esterilizados por ano.

    No próximo post você vai ficar sabendo como funciona a logística do programa de esterilização na cidade de Almirante Brown.

    Fui!

    P.S.Para assistir o vídeo sobre o trabalho realizado em Almirante Brown, clique aqui.

    Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

    planet_earth_dog_shirt-p15514468685280015422l08_400

    Quando a gente fala sobre cuidados com o meio ambiente, geralmente nos remetemos ao cotidiano das pessoas. Mas em relação aos nossos peludos, o que será que podemos fazer para cuidar do nosso planeta?

    No MSN Verde encontrei algumas dicas que podem fazer com que o seu pet seja mais um aliado no cuidado com o meio ambiente:

    • Escolha da alimentação: Converse com o veterinário de sua confiança sobre qual a alimentação mais adequada para o seu animal de estimação. Ela vai depender da idade, do porte, atividade física além de características específicas de cada cão.  Dê sempre preferência às marcas que não testam em animais, pesquise se há alguma opção orgânica, sem transgênicos ou aditivos químicos.

    A volta da alimentação natural também tem sido uma tendência, para pessoas e animais. Muitos proprietários tem se interessado em adotar essa dieta para seus pets, ainda que seja difícil encontrar veterinários que auxiliem nessa transição. É lógico que esse tipo de alimentação exige uma organização maior do que a alimentação industrializada, mas os resultados são bastante positivos.

    Cachorro Verde é um site onde você pode encontrar mais informações sobre a alimentação natural e os benefícios que ela traz. Mas lembre-se que é fundamental o acompanhamento veterinário.

    • O banho: dê preferência aos shampoos, condicionadores e sabonetes biodegradáveis.

    Os produtos biodegradáveis são aqueles decompostos pelos pelos microorganismos que usualmente se encontram na natureza, ao passo que os produtos que não são biodegradáveis acabam sendo acumulados pela dificuldade de se decomporem e assim, poluindo o meio ambiente.

    • O que fazer com o cocô do seu cachorro? Pois então, o ideal seria colocar as fezes no vaso sanitário, o que é fácil se você tem um cachorro pequeno e que faz as necessidades em um local específico dentro de casa. Mas quando os cães só se aliviam na rua, é justo e necessário que as fezes sejam recolhidas. Em relação à isso exitem dois problemas: a contaminação do lixo pelas fezes, (principalmente quando as lixeiras não são apropriadas para pequenos volumes) e a grande quantidade de plástico que acaba sendo utilizado para recolher as fezes.

    Em alguns lugares as pessoas adaptam um pequena lixeira dentro da lixeira maior, onde as pessoas podem colocar sem problemas os sacos plástico com os dejetos.

    Foto: http://blog.estadao.com.br/blog/nos/

    Mas ainda assim tem o problema do plástico, que pode ser solucionado de duas maneiras:

    • Reduzindo danos: em alguns lugares, pelo menos aqui em Porto Alegre, são disponibilizados sacos plásticos específicos para a coleta dos dejetos, ele é pequeno, sendo feito com menos quantidade de plástico do que uma sacola de supermercado.
    • Acabando com os danos: Os sacos plásticos específicos para dejetos poderiam ser feitos com material biodegradável, as ruas ficariam limpas e a natureza preservada.

    Tags: , , , , , , , ,