O Joe anda agitado, e quando isso acontece ele apronta as suas. Além dos fogos de artifício que as vitórias do Inter na Libertadores da América trazem a Porto Alegre (para a alegria dos colorados dentre os quais eu me incluo), certamente o meu stress está contaminando o humor do meu Paraguaio amado.
Já comentei há um tempo atrás no post sobre cachorros e mudança de casa, que estava quase me mudando, e na verdade continuo quase me mudando. Obra é um eterno refazer: um faz uma coisa, outro faz outra coisa e estraga o que o um fez, aí tem que chamar o um novamente para consertar o que já havia feito e detona o que um terceiro já tinha feito; sem falar naqueles que estragam o que eles mesmos fizeram… E a impressão que dá é que a mudança está muito mais distante do que eu imaginava que estivesse há um mês atrás. Todo o empenho humanamente possível demostra ser insuficiente para acabar com a ladainha (sem falar que em obra nenhum dinheiro é suficiente para dar conta do que precisa ser feito, sem falar no que vai pelo ralo com os eternos consertos de coisas novas e no aluguel que continua correndo…).
Estou falando sobre isso, porque isso é um retrato do que acontece em muitas outras situações na vida, e na relação das pessoas com os animais não é diferente. As pessoas trabalham, muitas vezes bem intencionadas, mas esquecem que elas são um texto em um contexto, trabalharem em prol do que elas acham que os pets precisam e não do que eles realmente necessitam. Outras fazem de conta que trabalham e querem receber o reconhecimento por aquilo que elas dizem que fazem, não por aquilo que elas realmente fazem. Muitas vezes o ego fala mais alto do que a verdadeira proteção animal.
Sinceramente, isso é uma questão de educação: pessoas educadas fazem as coisas da maneira que devem ser feitas, considerando os textos nos contextos, agregando força para que o melhor possa acontecer. Isso não quer dizer que as pessoas não errem, mas certamente elas aprendem com os seus erros e não insistem numa alternativa falida para resolver uma situação. Sem isso, nunca haverá toalhas suficientes para secar o gelo que insistirá em derreter.
A educação não é o mais caro de se fazer, entretanto certamente é o mais difícil. Sempre recebo e-mails pedindo ajuda financeira, mas essa ajuda nunca é para ações educativas. Com isso eu não nego a necessidade que os animais passam nem o direito deles de serem atendidos, mas a questão é simples: a necessidade e o sofrimento deles NUNCA, JAMAIS, EM TEMPO ALGUM irá acabar enquanto as pessoas não forem educadas, assim como uma obra sempre será um pesadelo se as pessoas não se empenharem em fazer bem o seu trabalho…
Hoje foi publicado pela autora do o blog Au Au Aurélio! um post no qual dizia que o Cachorro Paraguaio é um dos blogs caninos que ela mais curte. Fiquei lisonjeada porque os outros blogs citados são ótimos, e porque de uma certa maneira percebo que o meu objetivo de compartilhar informações, reflexões e experiências que reflitam em uma melhor qualidade de vida dos animais, está sendo cumprido.
A minha aventura no mundo dos quatro patas começou quando eu tinha 20 anos com a chegada da Dóris na minha vida. Na época eu morava com a minha irmã, e a gente não entendia absolutamente nada de cães. Apesar de isso ter acontecido em 1998 e não em 1800, o único recurso da época era o livro “O cão em nossa casa”. Com as poucas informações que tínhamos, é claro que muitos erros foram inevitáveis: não sabíamos nada sobre o desenvolvimento psicológico dos cães, a única alimentação que a gente imaginava era a ração, a gente não tinha idéia da importância que os exercícios regulares, castração era praticamente um crime, adestramento era falta de liberdade e liderança de matilha era uma expressão em latim que a gente desconhecia…
As coisas mudaram ao longo dos anos e começamos compreender o que os animais realmente precisam porque muitas pessoas se dispuseram a compartilhar o seu conhecimento e as suas experiências: autores de livros, veterinários, treinadores, adestradores, blogueiros, terapeutas florais, pesquisadores, biólogos, cachorreiros, protetores, jornalistas, psicólogos e até juristas que se dedicam ao direito dos animais.
Hoje, quem começa a trilhar a aventura de ter um amigo de quatro patas, e mesmo quem já tem esse privilégio há algum tempo, pode contar com programas de televisão, vários outros livros, seminários, cursos, um número maior de profissionais capacitados para atender os pets e um mar de informações através da internet, onde desaguam todas as outras fontes de informação. É a possibilidade da construção coletiva de uma teia de conhecimentos na luta contra a ignorância.
Já fui questionada várias vezes sobre a relevância de se ter o foco na educação das pessoas para a promoção do bem estar animal. A minha resposta é sempre a mesma: enquanto as pessoas não forem educadas, os abrigos para cães e gatos abandonados sempre serão insuficientes, novidades em tratamentos alternativos serão informações exclusivas para veterinários que se interessam pelo tema, comportamento animal será apenas para treinadores e adestradores, alimentação natural para cães será apenas para poucos que conseguem comprar livros fora do Brasil ou tem a sorte de ter um veterinário que é adepto, e por aí vai.
Nelson Mandela disse, e eu acredito: “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”.
Se alguém chegasse e dissesse que a melhor alimentação para você seria a base de comidas enlatadas, alimentos embutidos, fast food, proibindo você de comer qualquer tipo de alimento fresco, ou máximo, de vez em quando como petisco. O que você pensaria? Você faria este tipo de dieta a base de produtos industrializados?
E se um médico lhe dissesse isso? E ainda complementasse dizendo que os livros de medicina recomendam essa alimentação, inclusive alguns indicando quais marcas seriam as mais adequadas?
Certamente você buscaria uma outra opinião médica, certo?
E se esse outro médico lhe dissesse exatamente a mesma coisa? E se praticamente todos os outros pensassem a mesma coisa? Afinal eles passaram anos na faculdade aprendendo que essa é a melhor maneira de se alimentar… Provavelmente todas as suas certezas sobre os benefícios de uma alimentação natural cairiam por terra e você adotaria a comida enlatada como a melhor coisa que você poderia fazer pela sua saúde.
Esse é um caso que faz jus ao seguinte ditado: Uma mentira repetida mil vezes se transforma em uma verdade.
Com o tempo começam a aparecer doenças como o diabetes, hipertensão, problemas renais e cardíacos, câncer e por aí vai.
Agora levemos essa situação para a alimentação nos nossos amados pets. O que nós estamos fazendo com a alimentação deles? O que é afinal essa tal de ração que nós ofertamos todo santo dia como o melhor alimento que poderíamos dar a eles? Será que o fast food/ enlatados não está para os humanos assim como a ração está para os animais?
A ração para animais de estimação foi criada em uma época em que eles sofriam de doenças relacionadas ao déficit nutricional, porque os alimentos que eram oferecidos a eles não contemplavam todas as necessidades, sendo muitas vezes baseados em restos de comida humana, o que não é o adequado para os animais.
Certamente é louvável o interesse em oferecer uma alimentação equilibrada aos animais, no entanto acredito que é chegado o momento de nós conhecermos do que afinal se trata a matéria prima das rações que ofertamos os nossos pets.
Confesso que há algum tempo comecei a me questionar sobre a questão da alimentação dos meus cães, principalmente porque a querida Ana Corina do Mãe de Cachorro tem me alertado sobre o tema. Mas foi com a minha ida a Floripa no mês passado, quando pude acompanhar o cotidiano da alimentação natural que ela oferece ao Shoyo, que decidi rever os meus conceitos sobre alimentação de cães e gatos, e por isso começo a escrever sobre este tema no blog. Sinceramente nunca me senti tão geração coca-cola quanto quando comecei a entender melhor que alimento dou para os meus cães.
Quero muito que o Joe e o Wallysejam alimentados da melhor maneira possível, para que eles tenham uma velhice saudável. Só lamento que eu não tenha acessado estas informações em tempo de prevenir a doença da Dóris.
Encontrei no site da Pat Feldman um post muito interessante sobre a matéria prima utilizada nas rações. Saiba agora o que significam exatamente os termos utilizados nos rótulos dos pacotes de ração:
* Farinha de sub-produtos de animais: tecido animal reciclado sem adição de pêlos, cascos, chifres, couro, esterco e conteúdo estomacal, exceto em quantidades que as boas práticas de processamento não conseguiram evitar.
* Farinha de glúten de milho: é o resíduo seco da proteína do milho, depois de retirados o amido e a gordura, e da separação da fibra por um processo empregado com moagem úmida para a fabricação de amido de milho e xarope de milho. Farinha de glúten de milho é um sub-produto com baixo teor de aminoácidos essenciais. Milho moído, que contém o grão inteiro do milho, é preferível.
* Carne: carne limpa de animais abatidos restrita aos músculos esqueléticos ou da língua, diafragma, coração, ou esôfago, com ou sem gordura, tendões, pele, nervos e vasos sanguíneos. Pode ser de qualquer espécie como porcos, cabras, coelhos, e etc. Se o termo estiver acompanhado por uma espécie identificada (exemplo: peru), a carne precisa corresponder à essa espécie.
* Farinha de carne e de ossos: tecido reciclado de mamíferos (sem gordura e água), incluindo ossos, sem pêlos, cascos, chifres, couro, esterco e conteúdo estomacal. Trata-se de um sub-produto com quantidades variáveis de carne e ossos (que difere dependendo do lote) e qualidade protéica variável. Assim como na “farinha de carne”, pode conter carne oriunda de animais mortos antes do abate, animais que chegaram moribundos ao abatedouro, animais doentes ou defeituosos; ou seja, impróprios para consumo humano.
* Farinha de sub-produtos: partes limpas não-recicladas (contêm gordura e água) que não incluem carne e que são pulmões, baço, rins, cérebro, fígado, sangue, ossos, estômago e intestinos sem conteúdo. Não pode incluir dentes, pêlos, chifres e cascos. Essa fonte de proteína pode ser mais saudável do que “farinha de carne” ou “farinha de carne e ossos” (já que vem de tecido não reciclado e de animais abatidos, em vez de vir de carcaças de animais que morreram antes do abate), mas não há maneira de saber apenas pela leitura do rótulo, quanto de cada sub-produto está incluído na ração.
* Farinha de sub-produtos de frango: partes limpas moídas e recicladas de carcaças de aves abatidas, inclui: pescoço, pés, ovos mal desenvolvidos e intestinos. Não pode conter penas, exceto em quantidades que não podem ser evitadas com boas práticas de processamento. A qualidade entre os lotes é bastante inconstante.
Será que essa é realmente a melhor alimentação que nós podemos oferecer aos nossos pets?
Pessoas, eu já escrevi alguns posts sobre o uso indevido de textos deste blog (clique aqui e aqui para ler os posts), mas nunca falei claramente de que maneira eu gostaria que o material deste blog fosse utilizado pelas pessoas interessadas, e este é o objetivo deste post.
A partir de hoje você encontrará no final dos posts a licença Criative Commons do blog. Esta licença permite a você:
Copiar, distribuir e transmitir o conteúdo desde blog desde que:
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Você não utilize o conteúdo para fins comerciais;
Você não altere ou modifique o conteúdo publicado neste site.
Observados estes pontos, sinta-se a vontade para CTRL C+ CTRL V ; )
Gente, não foi nem uma ou duas vezes que eu encontrei textos copiados e colados ipsis literis aqui do blog (obviamente sem a fonte). Adivinhem onde???? Nos blogs adicionados nos feeds do meu google reader !! Hahahaha (juro que sinto vergonha alheia).
Em homenagem ao nosso querido 1º de abril, o famoso dia da mentira, a queridíssima Ana Corina do Mãe de Cachorro publicou no seu blog esta singela homenagem aos nossos estimados carrapatos cibernéticos, já que é pouco provável que estes cidadãos pouco criativos terem um outro dia em sua homenagem:
Quando adotei o Joe ele tinha uma “verruga” na pálpebra direita, bem junto aos cílios. Fomos à veterinária, e ela disse que provavelmente fosse um papiloma, e poderia ser cauterizado (apesar das chances de voltar) ou ser feito uma cirurgia de retirada. Optamos pela cauterização, o procedimento mais simples, porque na época, para mim, complicado para fazer opós operatório de uma cirurgia oftálmica.
Depois de uns dois meses, a bendita verruga apareceu novamente. Esperamos para ver como se comportava, e o tamanho ficou estabilizado por um tempo, até que começou aumentar de tamanho.
Conversamos novamente com a veterinária, e ela indicou uma especialista em oftamologia para fazer a cirurgia de retirada do que na época acreditávamos ser um papiloma. Foi feita a retirada, e a verruga estava maior do que se imaginava, porque ele subia internamente pela pálpebra, e a cirurgia foi maior do que se esperava, e o material foi para a biópsia.
Como toda a cirurgia de olho, a recuperação foi bem delicada e trabalhosa, sem falar nas complicações: como foi retirada uma parte dos cílios, a oftamo teve o cuidado de fazer de maneira que os pelos não entrassem no olho. Mas como a sorte tinha saído de férias, mesmo com o colar elisabetano, o Joe bateu o olho no canto da cama, e um ponto arrebentou, os pelos começaram a raspar na córnea junto com o ponto que estava solto no olho… Enfim, 100% stress.
Resumindo: ele teve que fazer outra cirurgia para fazer a reparação da córnea, e retirar os foliculos pilosos da região que os pelos raspavam na pálpebra. Depois da cirurgia fica uma ferida aberta (horrível), mas com a cicatrização a córnea fica protegida, e o olho volta a parecer um olho.
Esse processo levou dois meses, com direito a dois meses de colar elisabetano, colírios, pomadas, anti inflamatório, antibiótico…
O resultado da biópsia disse que era um adenoma (um tumor benigno que acontece nas glândulas), mas a patologista me alertou que, pela característica das bordas e como estava bastante inflamado, talvez o adenoma voltasse.
Dito e feito. Depois de 15 dias sem colar, veio o susto: a verruga apareceu novamente. Eu fiquei incrédula, e bem estressada só em pensar em ter que fazer outra cirurgia.
Caí na internet e comecei a pesquisar alguns tratamentos alternativos.
Comecei a dar própolis verde (da marca veromed) duas vezes via oral(PELO AMOR DE DEUS NINGUÉM VAI PINGAR PRÓPOLIS NO OLHO DO CACHORRO, NÉ?) ao dia e ômega 3 (óleo de peixe da marca sundown) também via oral durante duas semanas, depois continuei com o própolis por mais um mês. Graças a Deus, hoje em dia o olho Joe não tem mais nenhum sinal do adenoma.
Para vocês terem uma idéia do resultado, seguem três fotografias: uma de antes do tratamento com própolis e ômega 3, outra depois de uma semana do início do tratamento e última depois de duas semanas (a qualidade das fotos não é uma maravilha, porque é difícil de fazer o Joe ficar parado enquanto se fotografa o olho dele).
Antes do tratamento com própolis e ômega 3.
Depois de uma semana de tratamento
Duas semanas depois do início do tratamento
O meu objetivo com é contar minha experiência para que outros cães, na mesma situação, possam ter a oportunidade de usar alguns produtos naturais que possam auxiliar no tratamento. Não desista de nenhuma cirurgia ou procedimento indicado pelo seu veterinário somente em função deste post, ok?
A maior parte das pessoas tem dificuldade em falar sobre a morte dos animais, quando os seus estão indo para o final, o que é inevitável na vida de todos os seres vivos.
Para os animais, a morte é mais uma parte do processo de viver. Os animais não se assustam com a morte, o que os assusta é a crueldade. A morte é um problema para nós, não para eles. Eles são muito mais conectados à natureza, apesar das tentativas insanas em humanizá-los (como se estar no reino hominal fosse a melhor coisa que poderia acontecer aos seres vivos), por isso o nascer e o morrer são mudanças de estado tranquilas que seguem o fluxo da vida.
Quando os nossos animais estão em estágio muito avançado da doença e o corpo já não acompanha a consciência, a medicina veterinária tradicional e outras práticas como homeopatia, acupuntura, fitoterapia, florais já não fazem nenhum efeito, e a única coisa que resta ao animais é esperar a morte chegar, nos perguntamos muito o que devemos fazer. Talvez, o mais importante seja o como vamos fazer, quer seja esperar o momento derradeiro ou lhes tirar deste processo doloroso através da eutanásia. Esse é um momento que não pode, nem deve, ser terceirizado, e deve ser acompanhado por aquele que recebeu durante a vida, o que esses anjos de patas tem de melhor : o seu amor e a sua fidelidade. Não importa se for natural ou se for através de um procedimento com um médico veterinário de sua total confiança: o que importa é a sua presença acolhedora, mostrando até o último momento o quando aquele ser é importante na sua vida. Isso faz parte do pacote quando trazemos um cão para junto de nós.
Apesar da dor dos momentos finais, o que realmente fica são os momentos felizes, e é isso o que devemos guardar, é isso que os fazem vivos nas nossas vidas. O resto, é pó.
Por isso, aproveite hoje: corra com o seu cão, brinque, saia muuuuuito para passear, tenha uma relação equilibrada, alimente-o de maneira adequada, deixe o seu cão ser um cão (é exatamente isso que eles esperam da vida), trate-o com carinho e alegria em todos os momentos (mesmo que os momentos sejam difíceis). E quando for a hora do adeus, deixe-o ir sem a sua aflição, só com o seu amor. Tenha a certeza de que Todos os Animais Merecem o Céu.
Hoje eu realmente entendo porque o E.T. queria tanto ir para casa.
Um tempo atrás eu já tinha lido a notícia sobre a criação do Partido pelos Animais em Portugal. Mas hoje eu encontrei um texto muito interessante no site da Anda que vem de encontro com o que eu tenho me questionado nos últimos tempos: o que, afinal, se pode fazer para transformar esse bendito mundo em um lugar mais habitável e aprazível.
Eu sei que a mudança do mundo começa na mudança da nossa vida, mas sinceramente ações coletivas (e minimamente harmônicas) precisam começar a acontecer de forma mais contundente. A proteção animal tem destaque em vários países, como França, Itália, EUA, inclusive existindo programas de televisão que mostram a ação da polícia no combate aos maus tratos contra animais. É claro que nesses países também existem crimes, mas pelo menos existe um poder público que assume as suas responsabilidades.
Aqui no Brasil a gente precisa fazer uma petição online, pedindo para que as leis sejam cumpridas e que as punições contra as pessoas que mal tratam animais sejam realmente efetivadas. Tem sentido isso? Parece que os representantes da lei (que são pessoas que são pagas com o nosso dinheiro através da infinidade de impostos que são cobrados nesse país) esquecem que as penas são instrumentos educativos, que dão limite e propiciam que a pessoa sinta e reflita sobre o erro cometido, e que precisam ser aplicadas quando as outras instâncias de educação falharam. Será que essas pessoas tem interesse que se tenha um povo realmente educado?
Sem educação, informação vai ser impossível se ter uma sociedade minimamente civilizada.
Sinceramente, não sou o E.T. mas quero voltar para a casa dele.
Eu vivi com intensidade os anos do regime militar no Brasil. Me arrisquei com uma parte da minha geração para que o meu país tivesse a liberdade de escolher seus caminhos, suas opções, suas alternativas.
Pois em nenhum momento daquela época difícil o ambiente político brasileiro foi tão sufocante quanto agora, 2009 para 2010. Qualquer forma de criatividade foi abolida. Vivemos uma espécie de ditadura voluntária onde ter imaginação é um crime. Um país do tamanho do Brasil não cria nada em matéria de política. Só repete o passado, eternamente.
Por isso mesmo é um alívio saber que os portugueses estão criando o Partido Pelos Animais. 9.500 assinaturas foram recolhidas, duas mil a mais do que o necessário. Apoios estão chegando de vários segmentos da sociedade lusitana, incluindo uma mensagem do Dalai Lama. Seu manifesto abandona fórmulas emboloradas por uma visão realmente revolucionária de ação política. A ideia é melhorar os humanos através do modo como tratamos os animais.
É difícil que um partido como o PPA consiga um dia o poder central, por exemplo. Mas ele existe para dar uma visão realmente alternativa, para os portugueses e para o resto do mundo. Na nossa insuportável mesmice, temos muito o que aprender com eles.
Para conhecer os detalhes do Partido Para os Animais e ler seu manifesto, acesse em www.partidopelosanimais.com .
E lá foi-se mais um ano. É fim, é recomeço, é tudo de novo…
Então, para 2010 a gente possa:
Manter o que faz/traz a felicidade;
Mudar (com urgência) o que faz/traz infelicidade;
Fazer a nossa parte para uma vida mais harmônica e pacífica e feliz…
E FELIZ ANO NOVO!
P.S. As estrelas do vídeo são: Dóris (a pretinha) Wally (o branquinho junto com a pretinha), Joe o Cachorro Paraguaio (o caramelo), meus todos meus filhos, e a Mel (a poodlezinha) da Aninha e do Lê.
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