Pra começar bem a semana! Até cachorro tem a vez na banda mais bonita da cidade! (repara no colo do baterista!
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Tags: a banda mais bonita da cidade, bateria, cachorro, música
“O responsável por domesticar o cão e o gato deve alimentá-los conforme suas reais necessidades e não em função de suas projeções humanas.” (via @cachorroverde ).
Hoje twittando, finalmente me inspirei em escrever novamente. O meu editor do blog está cheio de rascunhos inacabados que por um motivo ou outro permanecem intocados… Ces´t la vie…
Muito se fala em Posse Responsável, mas a frase twittada pelo Cachorro Verde me fez pensar especificamente no que seria “Posse Emocionalmente Responsável”. É claro que existem atitudes fundamentais relacionadas ao que costumamos chamar de posse responsável: castrar os pets, identificá-los através de tatuagem, chips, coleiras com identificação, alimentá-los de maneira adequada, cuidados de higiene, jamais abandoná-los ou cometer qualquer atitude violenta em relação a eles.
Mas existe um universo mais sutil, que está nas entrelinhas, que são as relações de afeto que se estabelecem no cotidiano. Eles são nossos companheiros de jornada tanto quanto as pessoas, mas eles expressam com uma linguagem diferente da nossa, e precisamos fazer uma leitura das atitudes deles para que possamos compreender as dificuldades que percebemos no comportamento, e que são reflexo das relações com os seres humanos.
Na natureza, os cães vivem em matilhas, com um líder, e as relações se dão de maneira linear, sem grandes questões.
Hoje em dia, principamente com o ” babyboom” de pets e o novo lugar que eles ocupam na vida das pessoas, se vê claramente um aumento de problemas desaúde e de comportamento (afinal o cachorro não é mais apenas um cachorro), e podemos entendê-los como um espelho das nossas dificuldades.
Ninguém é uma ilha, e tanto cães quanto pessoas precisam dos outros para viver, e o único caminho para um convívio mais harmonioso é cada um assumir a sua responsabilidade, buscar modificar o que não está bem e ao longo do tempo perceber a melhora da qualidade das relações e da qualidade de vida.
Há sempre uma tendência de buscar fora de si a explicação para as dificuldades. É claro que o mundo traz obstáculos, problemas, mas o ponto sempre será como lidamos com essas dificuldades, já que a única pessoa que pode fazer algo por nós ou por nossos pets somos nós mesmos.
Há alguns anos assisti uma palestra do Raul Teixeira, e ele disse uma coisa que parece óbvia, mas as vezes é bom escutar o óbvio: ” As pessoas costumam se justificar em função dos outros ‘ mas fulano fez isso, ciclano fez aquilo’ . Sobre isso a única coisa que eu posso dizer é que dos outros eu não sei, eu sei de mim e das minhas escolhas”.
Para nós mães e pais de cachorro é mais ou menos assim: “Dos outros e do cachorro dos outros eu não sei, o que eu sei é de mim e dos meus cães”. A responsabilidade é nossa.
Então, reconhecendo as nossas dificuldades, limites e possibilidades podemos buscar alternativas e construir uma maneira mais equilibrada e feliz pra se viver.
Se o nosso cão é muito dependente emocionalmente , não convive bem com outros cães, não tem limites, é voluntarioso, faz gato e sapato de nós ou da nossa casa, está na hora de pararmos e vermos onde está a nossa dificuldade que nos impede de ser um bom líder de matilha, pelo nosso bem e também pelo bem deles.
Nos últimos anos alguns sites me ajudaram a ser uma mãe de cachorro muito melhor: Mãe de Cachorro , Cachorro Verde , O Blog de uma criadora que ama seus Frenchies . Recomendo também a leitura do livro O encantador de cães - Cesar Millan e o Adestramento Inteligente - Alexandre Rossi
E lembre-se que para os animais, menos é mais. Na natureza eles caçam e sobrevivem de suas caças (sim, cachorros são carnívoros), não tomam banho uma vez por semana nem usam perfumes; não usam jóias, nem semi jóias nem bijoux; não pintam as unhas nem os pelos, tem um líder claro que com suas atitudes mostra o lugar de cada um na sua matilha, só reproduzem quando há comida e boas condições para todos (por isso não há superpopulação de cães na natureza, muito diferente do que a gente vê por aí,e por aqui), fazem longas caminhadas todos os dias.
Essas são as reais necessidades cotidianas, o resto são apenas as nossas projeções humanas

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Tags: Alimentação, alimentação natural, cães, Castração, comportamento cães, Saúde
Pessoas Queridas,
Desejo a todos a causa: o discernimento, o respeito, e dentro da humanidade de cada um, o amor. Todas as outras coisas são a conseqüência, na medida do esforço em viver honestamente nesta busca. Lembre-se que o ano novo é você.
Receita de ano novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
Poema de Natal
Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos –
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será a nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos –
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez, de amor
Uma prece por quem se vai –
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte –
De repente nunca mais esperaremos…
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.
Vinicius de Moraes
Tags: poema de natal, Vinicius de Moraes
Sem dúvida nenhuma começar a dar alimentação natural para o Joe foi a melhor escolha que eu fiz para a vida dele neste ano.
No início eu tinha muitas dúvidas, apesar de logicamente saber que alimentação natural é muito melhor do que ração, como já falei no post Geração Coca-Cola (para ler o post clique aqui).
Depois de seis meses oferecendo alimentação natural crua sugerida pelo EXCELENTE site Cachorro Verde, me causa o maior estranhamento pensar que algum dia eu já dei ração para o Joe. O tártaro dele disse adeus, os problemas gastrointestinais também, o cheiro de cachorro saiu para comprar cigarro e nunca mais voltou. O pêlo e a pele estão excelentes e nunca, jamais, em tempo algum sobra comida no prato.
Finalmente o óbviou voltou a ocupar o seu lugar: o de óbvio.
Ana Corina querida, essa eu vou ficar te devendo. Se tu não tivesse batido tanto nessa tecla o Joe estaria fadado a comer bolacha seca o resto da vida.
Há uns dois meses levei o meu paraguaio para a revisão com a veterinária dele que nunca estudou nada sobre alimentação natural, ela olhou, examinou, virou ao avesso e me disse: “Olha, isso não foi o que eu aprendi na faculdade, mas a saúde dele está excelente”.
E vocês que ainda não oferecem alimentação natural para os seus peludos, que tal colocar na lista de resoluções do ano novo a alimentação natural para o seu pet? A saúde deles certamente agradece

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Tags: alimentação natural, cachorro, ração
Depois de MUITO TEMPO sem entrar nem no editor do blog, encontrei o comentário :” Bem que poderia ter mais atualizações no blog né. Abraço”
Pois é.
O último post que eu escrevi foi sobre a lenga lenga da mudança que não acontecia, mas acabou acontecendo, e esse foi o motivo da minha ausência.
O condomínio para o qual eu mudei é novo, ou seja, não tem convenção nem regimento interno. Isso significa que não tinha NADA que regulamentasse o convívio com animais de estimação. Até aí, tudo bem, mas logo percebi que havia algumas pessoas com algumas restrições em relação aos animais: tinha gente que achava que não deveria andar no elevador, outros achavam que deveriam andar no colo (imaginem o meu paraguaio amado andando no meu colo. Apesar de ser 23 kg de muito amor, é pesado para carregar), e por aí caminhava a humanidade. Então pensei (e muito rápido para não dar chance para o azar) melhor eu ajudar a fazer essa bendita convenção e o regimento interno, do que me indispor, caso necessário, com que estivesse encarregado da tarefa. Resumindo, me encalacrei, junto com a síndica que é uma pessoa do bem (graças a Deus), na tarefa de administrar o condomínio.
Só que eu não tinha me dado conta de que com isso viriam 48 condôminos de presente (de grego), e com eles obras irregulares de ampliação em alguns terraços, som alto, gritos e gemidos, empresa de segurança, blindagem da guarita, gente querendo saber de salão de festas se o prédio não tinha nem a lixeira, e por aí vai.
Nessa semana será votada a convenção e o regimento, e depois de analisarmos vários modelos, a parte sobre os animais de estimação ficou assim:
Art. 46 É permitido animais de estimação nas unidades, desde que quando transitarem pelas áreas comuns
§ 1º Em caso da não observância do artigo 46, mediante reclamação, será aplicada sansões previstas na Convenção e no Regimento Interno.
§ 2º Os proprietários são responsáveis pela limpeza das sujeiras produzidas por seus animais domésticos nas áreas comuns.
§ 3º É proibido deixar os animais soltos pelo condomínio, bem como deixá-los desacompanhados nas áreas comuns.
§ 4º É proibido deixar animais amarrados nas áreas comuns.
Uma das preocupações foi não colocar restrições em relação ao tamanho dos animais, porque bem sabemos o tamanho do cão não está diretamente relacionado aos problemas que eles podem causar (leia-se os tutores que não educam e atendem as suas necessidades de maneira adequada). sejam conduzidos em caixas de transporte, no colo, em coleira com guia, em caso de guias retráteis elas não poderão ser extendidas.
Outro ponto que me preocupava era que tivesse cães soltos pelo condomínio. Gente, isso não dá! E se eles forem atropelados na garagem? E se dois cães estivessem soltos e resolvessem brigar? E se em um descuido saissem porta a fora e fossem atropelados na rua?
Se alguém tiver alguma idéia ou sugestão, por favor avise. A votação é essa semana, e ainda dá tempo de melhorar
Tags: animais em condomínio, cachorros, convenção, regimento interno, regramento, regulamento
O Joe anda agitado, e quando isso acontece ele apronta as suas. Além dos fogos de artifício que as vitórias do Inter na Libertadores da América trazem a Porto Alegre (para a alegria dos colorados dentre os quais eu me incluo), certamente o meu stress está contaminando o humor do meu Paraguaio amado.
Já comentei há um tempo atrás no post sobre cachorros e mudança de casa, que estava quase me mudando, e na verdade continuo quase me mudando. Obra é um eterno refazer: um faz uma coisa, outro faz outra coisa e estraga o que o um fez, aí tem que chamar o um novamente para consertar o que já havia feito e detona o que um terceiro já tinha feito; sem falar naqueles que estragam o que eles mesmos fizeram… E a impressão que dá é que a mudança está muito mais distante do que eu imaginava que estivesse há um mês atrás. Todo o empenho humanamente possível demostra ser insuficiente para acabar com a ladainha (sem falar que em obra nenhum dinheiro é suficiente para dar conta do que precisa ser feito, sem falar no que vai pelo ralo com os eternos consertos de coisas novas e no aluguel que continua correndo…).
Estou falando sobre isso, porque isso é um retrato do que acontece em muitas outras situações na vida, e na relação das pessoas com os animais não é diferente. As pessoas trabalham, muitas vezes bem intencionadas, mas esquecem que elas são um texto em um contexto, trabalharem em prol do que elas acham que os pets precisam e não do que eles realmente necessitam. Outras fazem de conta que trabalham e querem receber o reconhecimento por aquilo que elas dizem que fazem, não por aquilo que elas realmente fazem. Muitas vezes o ego fala mais alto do que a verdadeira proteção animal.
Sinceramente, isso é uma questão de educação: pessoas educadas fazem as coisas da maneira que devem ser feitas, considerando os textos nos contextos, agregando força para que o melhor possa acontecer. Isso não quer dizer que as pessoas não errem, mas certamente elas aprendem com os seus erros e não insistem numa alternativa falida para resolver uma situação. Sem isso, nunca haverá toalhas suficientes para secar o gelo que insistirá em derreter.
A educação não é o mais caro de se fazer, entretanto certamente é o mais difícil. Sempre recebo e-mails pedindo ajuda financeira, mas essa ajuda nunca é para ações educativas. Com isso eu não nego a necessidade que os animais passam nem o direito deles de serem atendidos, mas a questão é simples: a necessidade e o sofrimento deles NUNCA, JAMAIS, EM TEMPO ALGUM irá acabar enquanto as pessoas não forem educadas, assim como uma obra sempre será um pesadelo se as pessoas não se empenharem em fazer bem o seu trabalho…
Tem coisas que são óbvias, nesses casos a supresa me surpreende.
A matéria que segue é da Revista Época.
Gina, uma pastora-alemã, tinha dois anos de idade quando foi para o Iraque como uma das melhores cadelas farejadoras de bomba do exército americano. No ano passado, ela voltou para casa, no Estado do Colorado, triste e com medo (Por que será?). Gina se escondia debaixo dos móveis e evitava o contato social. Um veterinário do exército diagnosticou então que Gina estava com estresse pós-traumático, um problema que pode atingir tanto humanos quanto cães. (diagnóstico óbvio) “Ela tinha pavor de todos” (Por que será?), disse Eric Haynes, do canil de uma base da Força Aérea americana onde Gina morava (que maravilha deve ser morar ali, hein?). Um ano depois, ela está se recuperando. Caminhadas frequentes entre amigos (OK) e uma reintrodução gradual no universo militar (guerra universo militar DE NOVO? Mas não esse “universo” guerra que a fez adoecer?) fez com que Gina superasse seus medos, segundo Haynes (depois de 25 litros da mais pura cachaça). Ele descreve o progresso da cadelinha como extraordinário. Os veterinários esperam que ela esteja totalmente recuperada em breve (Para farejar bombas na próxima encrenca que os Estados Unidos arrumar?).












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